26/06/2017 10:29:37
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Luís Carlos Soares
OPINIÃO

Penalty por assinalar é escandaloso!

Luís Carlos Soares

Costuma dizer-se que o jogo perfeito para uma equipa de arbitragem é aquele em que ninguém dá por ela, mas Hugo Miguel não deve acreditar nessa premissa, tal a ânsia de protagonismo revelada na tarde de sábado. Parecia um polícia sinaleiro com excesso de cafeína, numa rotunda em Pequim com semáforos avariados. Conseguiu até bater o record de maior número de faltas no presente campeonato. Nas seis principais ligas europeias, esta época apenas um jogo da Bundesliga foi interrompido por mais vezes!

Mesmo quando havia faltas, assinalava-as ao contrário. Como é que conseguiu ver uma infração de Rodrigo Battaglia ao minuto 62?! Depois de ver e rever os lances, toda a gente é árbitro (e alguns nem assim acertam), mas se à primeira vista fica a clara impressão que há penalty por agressão ao médio argentino, as repetições só acentuam o quão grosseira foi a decisão arbitral. Há umas semanas escrevi, neste mesmo espaço, que não acredito que os árbitros entrem em campo com o objetivo deliberado de prejudicar o Desportivo de Chaves, mas o que é certo é que os erros se acumulam jornada após jornada. De todos, este foi o mais evidente e, desculpem o termo, imbecil.  Se tivesse sido contra um “Grande”, no próximo domingo a seleção até poderia ganhar “quinze a zero” à Letónia, que as capas dos jornais e os debates televisivos ainda falariam do assunto.

No dia 14, este mesmo Hugo Miguel vai ser o árbitro principal de um jogo particular entre as seleções de sub-21 de Itália e Dinamarca, que vai testar, pela primeira vez no futebol europeu, o vídeo-árbitro.  Se a mesma tecnologia tivesse estado operacional no passado sábado, será que o árbitro teria retificado a sua decisão? Depois do que foi visto no Bessa, na receção ao Vitória de Setúbal e em Braga, já dá para começar a desconfiar e, como dita a sabedoria popular, “é mais cego aquele que não quer ver, do que aquele que não vê”.

PS: Gostava de deixar um elogio à excelente resposta dada a Eric Cantona na página Facebook do clube. Simples, bem-humorada e sem cair em pieguismos. Que o francês tenha falado no Sunderland parece-me uma provocação premeditada, dado que é onde está o primeiro sucessor de Alex Ferguson (David Moyes). Ter-se lembrado do Chaves soa a escolha aleatória. Não me parece mau sinal que este seja o nome que anda na cabeça dos grandes nomes do futebol mundial… 

Texto: Luís Carlos Soares

Jornalista