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17-06-2014
Sociedade

"Tenho muita fé neste projeto!"

Tenho muita fé neste projeto!
Presidente da Câmara de Montalegre confiante na recuperação da produção da batata de semente.
Verdadeiro emblema do Barroso, a produção da batata de semente promete recuperar a glória de outrora caso seja assumida «de corpo e alma». O presidente da Câmara de Montalegre acredita que a revitalização deste produto será um sucesso. A autarquia desdobra-se em apoios, basta, esclarece Orlando Alves, que os aderentes sejam «sérios» e «inteligentes».
Na sequência do desafio lançado em Fevereiro último, o município de Montalegre acaba de aprovar um regulamento de concessão de apoio financeiro destinado ao fomento da produção de batata de semente. Alguns agricultores aderiram ao repto lançado pela autarquia indo ao encontro de uma firme convicção que o atual executivo municipal possui na recuperação de uma caraterística identitária do concelho. Uma «causa» que faz parte do «cromossoma» dos barrosões, defende o presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Orlando Alves diz que estamos perante «a recuperação daquilo que nós somos e daquilo que fez de nós uma terra grande».
 
LIGAÇÃO AO MUNDO RURAL
 
O autarca lembra que à medida que foi abandonado o amanho da terra, o concelho «começou a definhar e hoje estamos na situação de quase mendicidade». Estreitar a ligação do homem rural à terra é o propósito da edilidade que olha para esta aposta como mais um empurrão para estancar a crescente desertificação que alastra não só no concelho como em todo o interior do país. Neste sentido, o edil falou, nestes termos, da reunião estabelecida entre a Câmara Municipal e os agricultores aderentes: «tivemos uma reunião depois de termos iniciado este processo de fomento da produção de batata de semente. Sensibilizamos os aderentes para a obrigação que têm de cumprir escrupulosamente as regras da produção da batata. São regras exigentes e que vão merecer presença constante e acompanhamento técnico. A reunião serviu, também, para preparar consciências no sentido de se consciencializarem disto: ou estão neste processo de corpo e alma e acreditam nele ou estão aqui para fazerem experiências. Se for este último caso, é melhor desistirem e deixarem de participar dando o lugar a outros».
 
"NAVEGAR A ONDA CERTA"
 
Porém, Orlando Alves está convencido, pelo que observou, «que há aqui boa matéria prima, ânimo, vontade e que este é o caminho». Tudo somado, afirma o presidente, «estamos todos a navegar a onda certa». Ato contínuo acentuou: «hoje são 15 que aqui se apresentam como aderentes a este projeto. Se para o ano forem mais 15, já duplicamos». Uma dinâmica «que terá que crescer como cresceram outras coisas como a Feira do Fumeiro, que foi o espelho e o mote para muitas outras feiras que se fizeram pelo país abaixo». Na conversa que travou com os aderentes, o líder do executivo, entre várias considerações, afirmou: «ainda não encontrei uma única pessoa que não me dissesse que estava a meter-me em assuntos complicados. As pessoas que me fazem esta observação são pessoas que me querem bem e que conhecem um pouco tudo isto. Produzir hoje batata de semente não é o mesmo que se fazia à 20/30 anos. Hoje implica uma dedicação de muitas horas à exploração. Implica ter vontade de trabalhar e ter a consciência que tem que se fazer muita madrugada». Apesar das dificuldades, o presidente acredita que «o projeto tem muita perna para andar», apesar de «muitos ainda olharem para ele com muita descrença».
 
RECUPERAR O VIGOR ECONÓMICO
 
Todavia, sustenta Orlando Alves, «eu tenho muita fé neste projeto!», para de seguida puxar pela memória: «assim como trabalhei a primeira Feira do Fumeiro, onde andei pelas portas a pedir às pessoas para produzirem mais porcos, também agora tenho consciência de que se soubermos trabalhar, podemos recuperar a auréola e o estigma que se perdeu». Em resumo, Orlando Alves disse estar «satisfeito pelo feedback que recebi e tenho a certeza que se soubermos ser inteligentes, este processo será coroado de êxito e vai ser o processo que nos vai permitir recuperar a matriz, a identidade, a chama e o vigor económico que Montalegre e toda a região do Barroso já tiveram e que é urgente recuperar».

Fonte: Câmara Municipal de Montalegre
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