23/09/2020
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27-01-2020
Sociedade

Tabernas do Alto Tâmega com nova identidade

Tabernas do Alto Tâmega  com nova identidade

Integrada no programa da 29.ª Feira do Fumeiro de Montalegre, foi lançada oficialmente a nova identidade das Tabernas do Alto Tâmega. A apadrinhar a sessão esteve a Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira.

“Só aqui se come assim” é a nova identidade da Rede de Tabernas do Alto Tâmega. O projeto foi criado em 2004, pela Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega, ADRAT com o intuito de preservar e conservar os hábitos e cultura transmontanos, com a implementação de um novo conceito de restauração assente em preceitos familiares e tradicionais, onde, mediante reserva, o público em geral podia degustar produtos e pratos regionais em cozinhas locais que eram, por si só, sinónimo máximo da cultura popular regional. Inicialmente a rede era composta por 12, pretendendo ser estendida até 20 tabernas.

Em 2018, a Associação da Rede, concorreu ao programa Valorizar - Linha de apoio à Valorização Turística do Interior, do Turismo de Portugal, para desenvolver e consolidar a Rede de Tabernas nos seus municípios, Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, e promovê-la aquém e além fronteiras, assumindo-se como um produto gastronómico de referência e com grande potencial de ser alargado ao restante território nacional.

As Tabernas do Alto Tâmega são a personificação da sustentabilidade. A chamada economia circular tem aqui a sua expressão máxima, uma vez que tudo o que é consumido é produzido localmente, pelos próprios taberneiros, ou na região, com exceção para o arroz e o bacalhau.

 “A rede de tabernas já existe desde 2004. Agora pegamos naquelas que ainda funcionavam, mas que estavam a perder alguma dinâmica. Queremos revitalizá-las através de uma candidatura ao programa Compete 2020. Pretendemos divulgar a gastronomia, a paisagem e os produtos locais. Queremos que as pessoas visitem os concelhos do Alto Tâmega e que possam usufruir de uma gastronomia genuína e tradicional”, referiu Albano Álvares, Coordenador da Rede de Tabernas do Alto Tâmega.

“É bom ver que, passado este tempo, este projeto tem pernas para andar, tem autonomia e capacidade para andar. Isto é um bom exemplo daquilo que se pode fazer. É um bom exemplo daquilo que podemos fazer e que se traduz no sucesso”, explicou António Montalvão Machado, Secretário Geral da ADRAT

A receção é feita nas próprias casas onde os anfitriões taberneiros assumem o papel de produtores e cozinheiros. Acendem o lume e preparam tudo para uma refeição farta, mas enraizada na sazonalidade e no receituário local. Cada casa tem o seu tempero, a sua forma de receber. Ir a uma taberna não esgota a experiência. Apenas aguça a vontade de regressar.

Na sessão de lançamento de nova identidade esteve presenta Isabel Ferreira, Secretária de Estado da Valorização do Interior que deixou a garantia que o Interior irá receber 140 milhões” Estamos a preparar um conjunto de avisos para financiar inovação, competitividade, recursos humanos altamente qualificados e pequeno investimento, no sentido de termos uma dotação específica para os territórios do Interior e, também, critérios adaptados à realidade. Também é muito importante olhar para o pequeno comércio que dinamiza a economia local. É uma prioridade para nós. Preparamos ainda medidas para as Instituições Particulares de Solidariedade Social. São apoios a que queremos dar seguimento já em fevereiro. A rede de Tabernas do Alto Tâmega é uma ideia inovadora. Pegaram num conceito tradicional que estava abandonado. A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega é um exemplo. Tem um trabalho e uma estratégia muito definidos para o território. Esta iniciativa tem muito potencial. Aproveita recursos endógenos de alto valor acrescentado como o fumeiro. Era muito interessante internacionalizar esta marca. Pode constituir um percurso turístico muito atrativo”.

Para Orlando Alves, Presidente da Câmara de Montalegre “é uma ideia revitalizadora do território. Estamos a envolver as pessoas e a trabalhar aquilo que a produção local consegue, transformando as coisas, dando-lhes o palato que a exigência do consumidor impõe. Esta rede de tabernas é dinamizadora da economia local. É potenciadora do setor da gastronomia e da restauração e, naturalmente, condimento para a promoção do território e para a sobrevivência de todos o que optamos por aqui nos radicarmos”.

No concelho de Montalegre existem até ao momento quatro tabernas, a Adega "O Fumeiro", a Casa de Padornelos, Taberna Ti Ana da Eira e a Taverna do Mercado.

Fonte: Redação com CM Montalegre

 

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