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28-05-2014
Politica

Sucessor de Durão Barroso só no final de Junho

Sucessor de Durão Barroso só no final de Junho
Sucessor de Durão Barroso só no final de Junho
Primeiro-ministro português continua a apoiar Jean-Claude Juncker para a Comissão Europeia.

Antes do final de Junho não deverá ser conhecido o sucessor de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia. Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia analisaram esta terça-feira, num jantar em Bruxelas, os resultados das eleições europeias, mas recusaram endossar o nome de Jean-Claude Juncker, o candidato do partido mais numeroso do Parlamento Europeu, para o cargo de presidente da Comissão Europeia.

Em contrapartida, decidiram seguir à letra o estipulado no Tratado de Lisboa, que lhes confere poder de iniciativa nesta matéria, com uma referência vaga à necessidade de ter em conta os resultados das eleições de domingo.

Alguns países, com o Reino Unido à cabeça, contestaram abertamente o nome de Juncker. Outros, como a Alemanha, defendem que a escolha não deve ficar cingida aos nomes propostos pelo Parlamento, apesar de apoiados por vários chefes de governo, como a própria Angela Merkel.

Pedro Passos Coelho apoiou e continua a apoiar Juncker. O primeiro-ministro português foi mesmo dos poucos a manifestar-se abertamente contra uma solução que deixe de fora os nomes avançados pelo Parlamento.

“Se depois de todas as grandes famílias europeias terem apresentado o seu candidato, acabar a escolha por recair num outro que não foi proposto por ninguém, não seria um bom sinal e, portanto, não creio que seja o caminho desejável. É possível, pode acontecer, mas não creio que seja desejável”, disse Passos Coelho aos jornalistas.

Os líderes dos “28” mandataram o presidente do Conselho Europeu para conduzir o processo de consultas entre governos e com o Parlamento Europeu para apresentar uma solução para a próxima reunião, agendada para o fim de Junho.

Uma solução que muito provavelmente passará pela negociação de um pacote que englobe os demais postos institucionais europeus em causa.

Para ilustrar o processo em curso, Passos Coelho recordou que Juncker venceu as últimas eleições no seu país, o Luxemburgo, para ver depois os demais partidos formar uma coligação que o deixou de forma o Governo. O futuro dirá se a história se repetirá, desta vez ao nível europeu.

Fonte: Renascença

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