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12-03-2015
Economia

Sexta 13 vale 1 milhão de euros à economia de Montalegre

Sexta 13 vale 1 milhão de euros à economia de Montalegre

Verdadeiro "balão de oxigénio" para a economia local, à volta de cada edição da "Sexta 13" gravita um milhão de euros. Assim defende Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Esta semana realiza-se a segunda do ano. A autarquia para as três edições de 2015 (a próxima está agendada para novembro) disponibilizou 300 mil euros.

O maior espetáculo de rua de Portugal volta a mostrar-se esta sexta-feira. Montalegre enche-se de misticismo em redor de um evento, iniciado em 2002, que se tornou viral para milhares de pessoas. Entre muros, os barrosões esfregam as mãos. Falamos de um acontecimento cujo volume de negócios ronda um milhão de euros. Uma soma assim explicada pelo presidente da Câmara Municipal de Montalegre: «as "Sextas 13" representam atratividade. É oxigénio para as nossas atividades económicas. É importante para a restauração, para a hotelaria, bares e para toda a gente que se instala pelas ruas da terra a vender os seus produtos».

 

HOTELARIA ESGOTADA

 

Com efeito, à volta desta festa de bruxas, demónios, figuras do além ou duendes, estão mais de 30 restaurantes com lotação esgotada. Há muitos meses que não há lugares disponíveis. Em 2016 existe uma única "Sexta 13" (maio). Há unidades hoteleiras que já caminham para a lotação esgotada. Isto explica-se, avança Orlando Alves, pelo facto do atual figurino «já está montado» e «bem oleado».

Para esta "Sexta 13" a expetativa é de novo alta. Uma festa que arranca às 13h13m com a "Feira dos Sabores" e animação por toda a zona histórica da vila. O ponto alto é o espetáculo no Castelo. "A vingança do Deus Larouco" dá continuidade à mais apaixonada "Sexta 13" de sempre, registada no mês anterior. Uma noite que representa, explica o edil, «a grande disputa entre o bem e o mal e a desmistificação do oculto». A tradicional "queimada", esconjurada pelo inigualável padre Fontes, continua a suscitar muita curiosidade, ele que dá o último retoque na preparação do licor feito à base de aguardente, limão, maçã, canela e açúcar. A organização prevê que sejam preparados cerca de «1.000 litros de queimada» para distribuir pelos milhares de visitantes que são aguardados na capital do oculto.

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