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10-09-2020
Sociedade

REGIÃO: Penas de prisão por assaltos a idosas

REGIÃO: Penas de prisão por assaltos a idosas

Dois homens foram condenados a pena de prisão até oito anos e 10 meses pela prática de crimes de furto e roubo no parque do hipermercado E'Leclerc, em Chaves e nas aldeias de Parafita e Penedones, em Montalegre. Os crimes ocorreram a 31 de outubro de 2018.

O Tribunal de Braga condenou dois homens a penas de prisão por assaltos violentos a mulheres que iam encontrando em viagem, num veículo roubado, ao longo da Estrada Nacional 103.

Os crimes foram cometidos a 31 de outubro de 2018, “na companhia do irmão de um deles, de idade que o tornava penalmente inimputável”. Ao longo da viagem, os arguidos abordavam mulheres que estavam a caminhar e a quem retiravam, pela força, os adornos de ouro, informou o Ministério Público.

O primeiro crime foi cometido pelas 14h35, no parque do hipermercado E'Leclerc, em Chaves. A vítima ficou sem a parte de um crucifixo e uma medalha, sacados por esticão do pescoço. 20 minutos depois os assaltantes arracaram das orelhas de uma idosa brincos na aldeia de Penedones, em Montalegre. No mesmo concelho, mas na aldeia de Parafita, pelas 15h00 uma mulher ficou sem uma aliança e um anel de ouro tirados à força dos dedos. A vítima foi agredida a soco no rosto por ter oferecido resistência.

O dia de assaltos a idosas continuou nas localidades de Tabuaças e Gavinheiras, em Vieira do Minho.

Um dos arguidos foi condenado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Braga a pena única de 7 anos e 3 meses de prisão pela prática de dois crimes de furto, de seis crimes de roubo e de dois crimes de condução sem habilitação legal.

Um outro homem foi condenado, a pena única de 8 anos e 10 meses de prisão, pela prática de um crime de furto e de seis crimes de roubo.

Apesar de um dos arguidos contar apenas 18 anos à data da prática dos factos, o tribunal entendeu não ser de lhe aplicar o regime penal especial para jovens “por não ver razões para concluir que a atenuação especial da pena ali prevista lhe fosse vantajosa”, afirma o Ministério Público.

No mesmo dia dos crimes, os arguidos foram interceptados pela GNR, no âmbito de uma operação montada na sequência das várias denúncias, tendo sido recuperados os objetos roubados.

 

Sara Esteves

Fotografia: DR

 

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