16/02/2020
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10-01-2020
Sociedade

Plano de intervenção para zona de abatimentos na mina de Jales apresentado em breve

Plano de intervenção para zona de abatimentos na mina de Jales apresentado em breve

A Empresa de Desenvolvimento Mineiro, EDM vai apresentar em breve um plano de intervenção para a zona das antigas minas de Jales, Vila Pouca de Aguiar, onde se verificaram abatimentos no solo, disse fonte do ministério do Ambiente.

A Câmara de Vila Pouca de Aguiar informou o Estado português em abril de 2015 do primeiro abatimento de solo na zona das antigas minas, em Campo de Jales, em novembro interditou um troço de estrada naquela localidade e, recentemente, a Assembleia Municipal aprovou uma moção em que acusa a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) de "inércia".

 

Em resposta a um pedido de esclarecimentos feito na terça-feira pela agência Lusa, a DGEG disse hoje que "tem "acompanhado assiduamente" esta situação, em articulação com a EDM e com a Câmara de Vila Pouca de Aguiar" e afirmou que a "matéria em causa insere-se no âmbito das competências da EDM, dado tratar-se de área concessionada sujeita ao regime jurídico de concessão do exercício da atividade de recuperação ambiental das áreas mineiras degradadas.

Por sua vez, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC), numa resposta escrita enviada também hoje à Lusa, referiu que a EDM tem realizado "visitas regulares ao local", com a presença da autarquia e da proteção civil municipal, para "monitorizar e verificar 'in loco' as condições de evolução, comportamento da subsidência".

Em 2019, segundo o ministério, decorreram trabalhos de monitorização e o lançamento dos estudos e ensaios de suporte técnico (georradar loza de baixa frequência, interferometria SAR e trabalhos de tomografia de resistividade elétrica).

O MAAC referiu que "a conclusão desses trabalhos, dada a sua complexidade e o envolvimento de consultores internacionais, está prevista ser apresentada à EDM, com os respetivos orçamentos, até ao final desta semana".

Acrescentou que "os trabalhos e ensaios realizados preveem a apresentação de um relatório e plano de intervenção que, caso se justifique, poderá envolver uma intervenção imediata, além da intervenção mais complexa, a prazo".

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado, disse esperar que o plano de intervenção seja apresentado e se concretize "o mais rapidamente possível" .

"E se for uma intervenção de superfície, da competência da câmara, será efetuado numa semana. Não precisaremos de quatro anos para a fazer", frisou.

 

Fonte: Lusa

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