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07-03-2014
Sociedade

Petição pede fim do aborto gratuito

Petição pede fim do aborto gratuito
Autor da petição diz que Estado gastou mais de 100 milhões de euros em seis anos e devia era incentivar natalidade.
Acabar com o aborto gratuito e também com o mês de subsídio que pode ser pago à mulher que aborta, é este o objectivo de uma petição discutida esta sexta-feira, no Parlamento. 
Em declarações à Renascença, Rodrigo Faria de Castro, o primeiro subscritor da petição, diz que, em seis anos, o Estado já gastou mais de 100 milhões de euros e lamenta que o Governo corte nos apoios às famílias, mas mantenha o aborto gratuito.
“O Estado em vez de dar subsídio de maternidade, em vez de incentivar a natalidade, de que tanto se tem falado agora, está a oferecer o aborto e a obrigar todos os contribuintes, todos os portugueses a serem cúmplices desse acto”, afirma Rodrigo Faria de Castro, acrescentando que “o subsídio de maternidade é incongruente, não tem se de oferecer um mês de ordenado a uma pessoa que acabe com a vida do seu filho. Não tem lógica nenhuma”.
Para os subscritores desta petição, “o aborto gratuito é ofensivo porque há muita gente com cortes nos subsídios de apoio à família, cortes nos ordenados, há um aumento enorme de impostos e aqui pode cortar-se na despesa”.
Rodrigo Faria de Castro diz que entre os subscritores até há pessoas que votaram a favor no referendo de 2007, mas que estão contra a gratuitidade: “ Queixam-se e até deixaram em comentário é que votaram no referendo, mas não querem que os seus impostos sirvam para isto.”
A petição será discutida esta sexta-feira, mas não será votada porque nenhum partido apresentou um projecto de resolução que desse seguimento.
Rodrigo Faria de Castro pede “bom senso” ao poder político. “Espero que os deputados tenham bom senso, que o senhor ministro da Saúde tenha bom senso, porque é o ministro que está a reter esta situação, e que o primeiro-ministro aja em conformidade com os cortes que tem feito”, conclui o autor da petição, que tem mais de quatro mil subscritores, mas demorou um ano a chegar ao plenário da Assembleia da República.

Fonte: rr.sapo.pt

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