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14-01-2016
Desporto

«O nosso objetivo da manutenção continua intacto»

«O nosso objetivo da manutenção continua intacto»

Terminada a 1ª fase do campeonato da 1ª Divisão Nacional de Futsal Feminino, é tempo de balanço e corrigir o que correu mal para o Grupo Desportivo de Chaves. Regina Seixas fala das contrariedades de pertencer a um clube do interior e da força de vontade das suas atletas em levar o projeto em frente. 

Estes são os números da equipa de futsal feminino do Grupo Desportivo de Chaves, terminada a 1ª fase do campeonato: 7º lugar, sete pontos, 14 jogos, duas vitórias, um empate e 11 derrotas, 18 golos marcados e 45 sofridos.
Comparados com os da época passada, a de estreia e na mesma fase, as coisas não correram como esperado. Em 2014/2015,o Grupo Desportivo de Chaves havia terminado a 1ª fase em 5º lugar com 19 pontos, em seis vitórias, um empate e sete derrotas. 
A desigualdade entre os plantéis e o nível competitivo do campeonato são os factos apontados pela técnica das Valentes Transmontanas para justificar os resultados apresentados até então: “O nível competitivo desta época é superior. Todas as equipas investiram forte e reforçaram-se em qualidade, coisa que nós não temos condições de fazer, sendo uma luta desigual mas que também nos motiva pois somos uma família com gente da terra e da região, que ainda trabalha e joga por amor à camisola”.
Elogios que Regina Seixas faz questão de fazer às suas jogadoras, que apesar das dificuldades não deixam de trabalhar e lutar: “A equipa empenhou-se tremendamente nos treinos, as jogadoras trabalharam com muita dedicação, mesmo depois do cansaço de um dia de trabalho. Por vezes não temos explicação para o subrendimento em campo, depois de prepararmos os jogos com todas as variantes técnico-tácticas devidamente estruturadas. Temos cometido alguns erros que a este nível se pagam muito caro e, mesmo depois de identificados, não conseguimos manter os índices de concentração a um nível suficiente, que nos permita manter um rendimento elevado”.
O Grupo Desportivo de Chaves é a única equipa num campeonato da 1ª Divisão Nacional, a representar Trás-os-Montes, o que para Regina Seixas é também um entrave. Não só a nível financeiro como organizativo: ”Tendo em conta a nossa situação geográfica, somos a equipa que tem mais gastos com as deslocações e ao mesmo tempo, o clube que as outras equipas não querem na 1ª divisão, para evitarem a deslocação mais longa”.
Segue-se agora a fase de manutenção, objectivo traçado pela equipa no início da época e que continua intacto, nas palavras da timoneira das flavienses, que partem agora com metade dos pontos conquistados na 1ª fase: “O nosso objetivo da manutenção continua intacto. Sabemos que partimos em desvantagem pontual mas temos consciência que se não repetirmos os erros da 1ª fase e melhorarmos os índices de eficácia na finalização, teremos todas as hipóteses de conquistar o sonho da manutenção. As jogadoras estão extremamente motivadas em fazer história e sabem que, tendo em conta as dificuldades que temos de superar e aquelas que nos são provocadas, será muito mais meritório o GD Chaves conseguir a manutenção que muitos dos clubes serem campeões”.
Enquanto não arranca a fase de manutenção, o Grupo Desportivo de Chaves prepara já a deslocação a Espinho para defrontar a equipa da Novasemente para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. O jogo está marcado para as 18 horas de sábado, dia 16 de Janeiro, no Pavilhão Municipal Napoleão Guerra, em Anta, Espinho. 

Redação

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