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05-08-2015
Economia

O dia em que taxa de desemprego caiu para 11,9%

O dia em que taxa de desemprego caiu para 11,9%

A taxa de desemprego desceu em 1,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Desde 2011 que não havia uma evolução tão positiva.

A taxa de desemprego caiu 1,8 pontos percentuais no segundo trimestre de 2015, passando de 13,7% para 11,9%, mostram os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística. Não havia uma queda tão expressiva deste indicador pelo menos desde 2011.

Segundo um comunicado do INE, este valor é também 2 pontos percentuais mais baixo em relação ao do trimestre homólogo de 2014.

A população desempregada, estimada em 620,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 13,0% e uma diminuição homóloga de 14,9% (menos 92,5 mil e menos 108,5 mil pessoas, respetivamente).

Já a população empregada é estimada em 4.580,8 mil pessoas, o que corresponde a um acréscimo trimestral de 2,3% (mais 103,7 mil pessoas) e a uma subida homóloga de 1,5% (mais 66,2 mil pessoas).

Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos e os valores não foram previamente ajustados de sazonalidade.

 

Menos mulheres no desemprego

Segundo o INE, a diminuição trimestral dos desempregados ocorreu sobretudo nas mulheres (64,5 mil; 17,6%) e em todos os grupos etários, em particular dos 35 aos 44 anos (25,6 mil; 15,2%).

Este recuo aconteceu ainda com maior intensidade nas pessoas com nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (49,6 mil; 12,6%), que estavam à procura de novo emprego (85,8 mil; 13,5%), que eram provenientes do setor dos serviços (58,3 mil; 14,6%) e nos que estavam à procura de emprego há 12 e mais meses (62,9 mil; 13,7%).

De abril a junho, a taxa de desemprego dos homens (12,0%) foi superior à das mulheres (11,8%) em 0,2 p.p., sendo que, em relação ao primeiro trimestre, tanto a taxa de desemprego dos homens como a das mulheres diminuiu (1,1 p.p. e 2,6 p.p., respetivamente).

Em relação ao trimestre homólogo de 2014, a diminuição de 14,9% da população desempregada ocorreu essencialmente nas mulheres (63,9 mil; 17,5%); pessoas dos 25 aos 34 anos (40,8 mil; 22,7%); pessoas com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (79,1 mil; 18,7%); à procura de novo emprego (89,9 mil; 14,1%), provenientes do setor dos serviços (44,8 mil; 11,6%) e à procura de emprego há 12 e mais meses (94,3 mil; 19,2%).

No segundo trimestre, a diminuição homóloga de 2,0 p.p. da taxa de desemprego verificou-se tanto para os homens (1,5 p.p.) como para as mulheres (2,5 p.p.), sendo a população desempregada constituída por 51,4% de homens e 48,6% de mulheres, 16,9% de jovens (15 a 24 anos), 22,3% dos 25 aos 34 anos, 23,0% dos 35 aos 44 anos e 37,8% com 45 e mais anos.

A taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões do país, quer face ao primeiro trimestre, quer em termos homólogos, sendo superior à média nacional na Madeira (13,6%), Norte (13,4%), Área Metropolitana de Lisboa (12,7%) e Alentejo (12,6%).

Por nível de escolaridade, 55,5% dos desempregados tinham completado, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico, 28,0% o ensino secundário e pós-secundário e 16,4% o ensino superior, estando 11,4% à procura de primeiro emprego e 88,6% à procura de novo emprego (1,9% provenientes do setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, 31,0% do setor da indústria, construção, energia e água e 61,9% dos serviços).

Já numa análise por duração da procura de emprego, verifica-se que 36,0% dos desempregados estavam à procura de emprego há menos de 12 meses e 64,0% há 12 e mais meses (longa duração).

 

Mais 11,2 mil pessoas ativas

No que se refere à população ativa, é estimada pelo INE em 5.201,2 pessoas, mais 0,2% (11,2 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e menos 0,8% face ao trimestre homólogo de 2014 (42,3 mil).

A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,6% de abril a junho, mais 0,1 p.p. do que no trimestre anterior e menos 0,4 p.p. do que no trimestre homólogo, sendo que a taxa de atividade dos homens (64,0%) excedeu a das mulheres (53,9%) em 10,1 p.p..

Face ao trimestre anterior, a taxa de atividade aumentou tanto para os homens, como para as mulheres (0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente), mas em termos homólogos diminuiu para os homens (0,8 p.p.) e manteve-se para as mulheres.

Quanto à população inativa, diminuiu 0,4% em relação ao trimestre anterior (22,5 mil) e 0,2% em relação ao trimestre homólogo (8,1 mil), sendo estimada em 3.667,3 pessoas (71,3% da população inativa total), situando-se a taxa de inatividade em 41,4%, menos 0,1 p.p. face ao trimestre anterior e mais 0,4 p.p. face ao trimestre homólogo.

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