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05-03-2014
Tecnologia

Novos agricultores trocam a enxada pelo tablet

Novos agricultores trocam a enxada pelo tablet
O regresso à terra está a ser feito com gente mais jovem, mas também com novas ferramentas. Uma delas, pensada e desenvolvida por empreendedores portugueses, pretende dar aos novos agricultores um meio mais eficaz para gerir a sua atividade.

Chama-se Agroop e é uma plataforma tecnológica que vai ligar os produtores às suas associações, permitindo-lhes comunicar dados em tempo real, solicitar assistência remota, receber alertas climatéricos e de sanidade, quantificar os seus custos e até gerir recursos humanos.
Bruno Fonseca, licenciado em design gráfico, é um dos três promotores da Agroop, que está a ser desenvolvida na Incubadora Tagus Park e que conta com mais três elementos na equipa: um parceiro tecnológico e dois consultores agrónomos.
A ideia surgiu quando Bruno Fonseca, que tinha acabado de desenvolver um projeto para um agricultor em Castelo Branco, se apercebeu de que não existia «nenhuma plataforma intuitiva e em português» que ajudasse a gerir recursos e processos agrícolas.
«Achámos que podíamos complementar essa lacuna e desenvolver uma aplicação mais “user friendly” (amiga do utilizador) que permitisse uma comunicação eficiente entre os diversos agentes da cadeia produtiva», contou o empreendedor à Agência Lusa.
A aplicação permite aos agricultores fazer os registos do caderno de campo digitalmente e elaborar uma estruturação de custos e receitas mais eficaz, explica Bruno Fonseca.
A aplicação traz também vantagens às organizações de produtores que «podem ter acesso em tempo real aos dados gerados pelos agricultores, o que lhes permitirá minimizar os custos, evitando a deslocação dos técnicos ao terreno», acrescenta.
Bruno Fonseca exemplificou o funcionamento do sistema num protótipo desenhado para o “tablet”.
O agricultor começa por se registar e acede a um menu, onde pode adicionar colaboradores, maquinaria, parcelas e culturas, bem como a calendarização da atividade.

Pode também pedir ajuda remotamente.
«Imagine-se que o agricultor vê um fungo numa planta e não sabe o que é. Pode tirar uma fotografia e mandar para o técnico da associação que poderá aconselhá-lo nos procedimentos mais corretos para combater aquele fungo», explica o jovem promotor.
A aplicação permite também ter uma ideia mais clara sobre a estrutura de custos de uma determinada atividade.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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