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11-07-2014
Sociedade

Nomad Planet - Novo produto turístico em Fiães do Rio

Nomad Planet - Novo produto turístico em Fiães do Rio
Há um novo e singular projeto turístico no concelho de Montalegre. Falamos do "Nomad Planet - Stress Free Zone", erguido em Fiães do Rio. Com quatro yurts (habitação da Mongólia) e uma tipi (casa dos índios da América do Norte), eis uma oferta incomum que promete provocar um outro olhar na proposta turística da região. 50 mil euros foi quanto um jovem casal investiu neste curioso conceito.

«Viva sensações da vida de nómada e momentos inesquecíveis.
Seja a dois, em família ou entre amigos, vai apreciar o conforto e a simplicidade dos yurts:
uma experiência única e atípica numa natureza autêntica
com vista panorâmica sobre o Parque Nacional Peneda - Gerês»
 
A pensar num público citadino, farto da pressão diária, estão instaladas em Fiães do Rio, concelho de Montalegre, quatro yurts (habitações tradicionais da Mongólia) e uma tipi (habitação tradicional dos índios da América do Norte) à luz de um projeto turístico «atípico», assim o define Vítor Afonso, 39 anos, barrosão de gema, um dos proprietários deste singular espaço. Casado com a francesa Marie Marchand, 32 anos, este jovem casal oferece, a 900 metros de altitude, uma lufada de ar fresco na arte de «fazer silêncio».
 
50 MIL EUROS
 
Emigrante até Maio último e depois de muita viagem pelo Mundo, o jovem empresário explica o porquê deste investimento: «sou barrosão e estive muitos anos em França. Adoro a nossa terra e tive sempre intenção de cá investir. O meu sonho era viver aqui. O problema era saber como se podia aqui viver. Pensei neste projeto como uma oportunidade. Espero que tudo corra bem». Concretizar o sonho custou 50 mil euros, verba que ainda não encontrou financiamento comunitário. Para já, foram as economias familiares, de ambos, que fizeram criação. Uma aposta que tem provocado «curiosidade», desde logo nas pessoas que rondam o espaço: «apesar de ser uma coisa atípica, cada pessoa que veio cá adorou. Todos gostaram. Para já só críticas positivas (risos)».
 
«QUEREMOS FUNCIONAR O ANO INTEIRO»
 
Ciente do potencial ambiental envolvente, este jovem barrosão acredita que pode vencer até porque estamos a falar de algo novo no território: «é um projeto muito atípico e original e nós apostamos mesmo nisso. Falamos de um projeto turístico baseado em yurts que são habitações tradicionais da Mongólia. O empreendimento é constituído por quatro yurts e um tipi, habitação tradicional dos índios da América do Norte, que serve de sala de convívio para as refeições e o pequeno almoço». Vítor Afonso refere que «dentro de uma yurt encontramos uma cama grande de casal e uma cama sofá. Pode acolher até quatro pessoas. O espaço tem móveis tradicionais da Mongólia». A ideia é «funcionar o ano inteiro» por isso «vão ser instalados aquecimentos elétricos em cada yurt que já tem isolamento com lã de ovelha, uma lona com dois centímetros de espessura, sendo uma espécie de capa de burel».
 
«PROJETO DEVE SER ACARINHADO»
 
Virado para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, com a barragem de Paradela a premeio, este novo desígnio turístico foi recebido de braços abertos pela Câmara Municipal de Montalegre. David Teixeira, vice-presidente da autarquia, tece rasgados elogios ao que viu ao mesmo tempo que revela esperança num horizonte risonho: «o projeto que está a nascer em Fiães do Rio vai ser muito bem acolhido. Estamos a falar de um projeto inovador, um produto turístico novo, mesmo às portas do PNPG. Aliar esta região à capacidade de fazer silêncio, de observação da natureza, vai permitir atrair um público com outras caraterísticas». Para o autarca, estamos a falar de «um turista a Norte da Europa» que vem «para contemplar a natureza, numa simbiose de equilíbrio e de sustentabilidade».
Por fim, o vice-presidente da edilidade faz fé que este intento vá «crescer e que irá dinamizar a questão dos trilhos interpretativos». Assim sendo, conclui David Teixeira, «permitirá conhecer os pequenos recantos que muita pouca gente conhece», projeto que «deve ser acarinhado por todos nós».

Fonte: C.M. Montalegre

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