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25-02-2016
Sociedade

Município de Montalegre promove reunião com agentes da Proteção Civil

Município de Montalegre promove reunião com agentes da Proteção Civil

Teve lugar no salão nobre da autarquia, uma reunião de trabalho, convocada pelo vice-presidente do município, David Teixeira (responsável pelo pelouro da Proteção Civil), com o fim de debater a gestão de acessibilidades no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG); resgate de pessoas: comando/liderança, responsabilidades, custos, estratégias de atuação e corredores de emergência, entre outros. 

Das várias considerações analisadas, destaque para a elaboração de um plano operacional para o PNPG. Dentro de um mês, o grupo volta a reunir para apresentar o "trabalho de casa" escalonado neste encontro.
O lema é olhar para o território de uma outra forma. É pegar, por exemplo, nas novas tecnologias e dar-lhes uso. É saber que o conceito de defesa do próximo está alterado. A mudança de paradigma obriga os agentes da proteção civil a unir esforços. Só com trabalho de rede pode quem precisa estar mais seguro. É, também, responsabilizar quem prevarica. A impunidade e o laxismo têm que terminar sob pena de ninguém se entender. Estas notas serviram de mote para a reunião de trabalho, ocorrida no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre, cujos temas não se restringiram à esfera local e regional. Em cima da mesa estiveram problemas que mexem com todo o território nacional e que «serviram para as várias entidades - que têm responsabilidade na área da Proteção Civil e Socorro - perceberem que têm que interagir, que os desafios são cada vez maiores e que o número de ocorrências dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) será cada vez maior», eis, em síntese, o motivo deste encontro assim explicado por David Teixeira, atual vice-presidente da Câmara de Montalegre e grande responsável por esta convocatória.
 
"CADERNO DE ENCARGOS"
 
O autarca destacou a «vontade» que sentiu, em todas as entidades presentes, «em resolver e criar uma estrutura funcional totalmente diferente daquilo que vem sendo a prática». A ideia é minorar riscos e proteger quem trabalha, no socorro a quem necessita. David Teixeira lembra que «a maioria dos incidentes são pura inconsciência dos praticantes». Uma «falta de responsabilidade e de sentido de risco» que urge corrigir. Nesse sentido, foi distribuído uma espécie de "caderno de encargos" a todas as entidades envolvidas na reunião. Assim sendo, o responsável do INEM, Rui Rocha, ficou com o fito de «fazer chegar às chefias, a necessidade de equipamentos de proteção individual para os seus membros; criar mochilas para transportar os equipamentos de socorro em meio de montanha», conta o responsável pela pasta da Proteção Civil do concelho. O também vice-presidente da edilidade barrosã, reforçou o depoimento ao enumerar o que foi decidido para os outros parceiros envolvidos: «as Câmaras Municipais ficaram com a responsabilidade de negociar com o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) e com as redes de operadores de telemóveis, no sentido de escolherem a rede que servirá de base para a "rede-rádio" da Proteção Civil; o ICNF, a GNR e os GIPS ficaram com a incumbência de fazer o benchmarking, na área das regras e uso da animação turística - foram dados como exemplo a Serra da Estrela e a ilha do Pico (Açores) -; os comandantes operacionais de Vila Real e Braga, ficaram com dois desafios muito importantes: o primeiro é fazer com que as comunicações cheguem às cúpulas da Autoridade Nacional, onde há a necessidade do reforço da rede dentro destas zonas (os bombeiros vão fazer o mapeamento das "áreas sombra")... a ver se a Autoridade Nacional pode fazer algum investimento na colocação de repetidores. O segundo é articular todos os meios (autarquias, Proteção Civil) para aquilo que é a grande decisão de todas as entidades...a elaboração de um plano operacional para o PNPG; a ADERE-PG, com o novo quadro comunitário, irá definir um plano onde será pensada uma plataforma digital onde os turistas poderão fazer o seu registo e, em tempo real, se saiba quantas pessoas estão na serra, em que momento entram e saem, no fundo, que, em tempo real, todos os agentes de Proteção Civil possam aceder a este conjunto de informações para poderem atuar em conformidade. As redes de telemóveis estão a ser integradas neste novo "Portugal 20-20" para aumentar a cobertura de rede; por fim, foi colocado ao ICNF a possibilidade de definir "corredores de socorro" onde possam ter acesso apenas viaturas autorizadas, no âmbito de ações de socorro».
 
PLANO OPERACIONAL DO PNPG
 
David Teixeira defende, com unhas e dentes, a elaboração do plano operacional para o Parque Nacional. A explicação é linear: «vai organizar o socorro, a busca, os meios e, sobretudo, dizer como são feitos e definir canais de acesso rápido». O também Comandante dos Bombeiros Voluntários de Montalegre, esclarece que a «injeção de meios de verificação e de primeira triagem de informação junto dos acidentados» irá permitir outra capacidade de resposta. Antes do fecho, foi levantado um conjunto de possibilidades de intervenção dentro da área do PNPG - atribuídas às diferentes Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, comissão de gestão de baldios e ao próprio ICNF - no sentido de haver um plano de sinalização dos abrigos, com números, nomes e coordenadas GPS para que mais facilmente se possa proceder ao socorro.
 
TEM A PALAVRA
 
Álvaro Ribeiro - Comandante operacional da Proteção Civil no distrito de Vila Real
«Foi uma forma de articular todas as entidades. A área do PNPG é complicada e abrange três distritos. Foi muito positivo e brevemente teremos um plano que vai responder às necessidades desta área do território».
 
Vítor Azevedo - 2.º Comandante operacional da Proteção Civil no distrito de Braga
«Manifesto o meu agrado pela iniciativa da Câmara Municipal de Montalegre. É uma vertente que nos preocupa a todos. Saíram daqui grandes ideias que vamos tentar colocar em prática. Conseguiu-se uma boa plataforma de entendimento para o futuro».
 
Paulo Delgado - Comandante do Destacamento Territorial de Chaves da Guarda Nacional Republicana
«Foi uma reunião de trabalho profícua na medida em que permitiu reunir várias entidades, com diferentes níveis de intervenção na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, com o objetivo de afinar estratégias e definir medidas de colaboração».
 
Joaquim Viana - Responsável pela Proteção Civil no município de Terras do Bouro
«Era preciso uma reunião onde os diversos meios soubessem o que cada um deve fazer no teatro de operações. Faltava fazer este trabalho. Foi uma reunião muito útil. Penso que os compromissos definidos serão cumpridos e que no próximo encontro possamos apresentar propostas definitivas».
 
Lino Oliveira - 2.º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Terras do Bouro
«Temos notado certas anomalias nas recentes ocorrências que devem ser corrigidas para que o socorro seja muito mais rápido e eficaz. Ao mesmo tempo, alertar as pessoas, que vão caminhar na serra, da necessidade de se munirem de aparelhos de ajuda e que prestem muita atenção às condições meteorológicas».
 
Bruno Antunes - Responsável pelo GIPS (Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro de Vila Real)
«Chegou-se a uma conclusão brilhante, que nos envolve a todos, que é a importância de um plano operacional. Este terá que ter um serviço de qualidade para o cidadão. Saúdo a autarquia pelo dinamismo na realização desta reunião».
 
Manuel Moreira - Comandante do GIPS (Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro de Braga)
«Foi uma excelente iniciativa do município de Montalegre, pela agregação de diversas entidades na criação de sinergias. Um excelente contributo para uma resposta mais eficiente no resgate de vidas humanas».

Fonte: Gabinete de Imprensa da CM de Montalegre

 

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