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03-06-2015
Sociedade

Município de Chaves exige tomada de posição urgente no combate da Vespa das Galhas dos Castanheiros

Município de Chaves exige tomada de posição urgente no combate da Vespa das Galhas dos Castanheiros

A Câmara Municipal de Chaves exigiu recentemente uma tomada de posição urgente para o combate das Vespas das Galhas dos Castanheiros. No passado dia 22 de maio, em reunião de Câmara, o executivo municipal aprovou por unanimidade uma proposta de resolução sobre o assunto, através da qual exige uma tomada de posição urgente no combate a esta praga. 

A referida Proposta de Resolução foi já enviada para o Ministério da Agricultura e do Mar; Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar; Grupos Parlamentares da Assembleia da República do PSD, CDS, PS, PCP, BE e Os Verdes; Presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas; Direção Geral de Alimentação e Veterinária; Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte; Câmaras Municipais do Alto Tâmega; Instituto Nacional de Investigação Agraria e Veterinária, I.P; Universidade de Trás-os-Montes e alto Douro; Instituto Politécnico de Bragança; Associação Portuguesa da Castanha; bem como Juntas e Uniões de Freguesia do Concelho de Chaves. 

O pedido de resolução por parte do Município de Chaves resulta do facto de esta praga de vespas ter sido já confirmada, na área de Trás-os-Montes, mais propriamente na Região de Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços, podendo esta apresentar um impacto negativo na produção da castanha na região, que pode no pior cenário provocar quedas de produção até 90% se nada for feito. 

O documento enviado às várias instituições salienta “o valor económico gerado pela castanha em Trás-os-Montes, através da criação de riqueza, emprego e fixação das pessoas no meio rural e, por essa via, a coesão territorial e a sustentabilidade ambiental desta região, de baixa densidade populacional”. 

“A castanha da região de Trás-os-Montes ocupa 85% da área nacional de produção, sendo que cerca de 70% a 80% destina-se ao mercado externo (Espanha, França, Itália e Brasil são os mais representativos), contribuindo para a dinamização da economia nacional. Atualmente a castanha é o produto agrícola mais rentável de Trás-os-Montes e responsável pelo maior volume de exportações do nordeste transmontano, estando esse contributo avaliado em cerca de 100 milhões de euros, com impacto associado na produção e na agroindústria da região, tendo por conseguinte um peso determinante nos orçamentos familiares, quer sejam agricultores ou residentes nas áreas urbanas mas que já tiram grande parte das suas férias para efetuarem a apanha das castanhas, com o objetivo de incrementar o respetivo rendimento disponível”, salienta a resolução aprovada pela autarquia flaviense.

Assim, a Câmara de Chaves exige que “sejam tomadas medidas necessárias, no mais curto de espaço de tempo, ao combate eficaz deste potencial flagelo económico e social para a região de Trás-os-Montes, solicitando-se, com carácter de urgência, a introdução das medidas financeiras e legislativas capazes de garantir aos agentes da fileira as condições para vencerem esta ameaça, sem os custos por que tiveram que passar outros Países”.

Fonte: Gabinete de Protocolo e Comunicação da CM de Chaves

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