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14-07-2014
Politica

Municipalização dos serviços é "o caminho mais errado"

Municipalização dos serviços é o caminho mais errado
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que a "tentativa de municipalização de serviços" na Saúde e na Educação é o "caminho mais errado" porque poderá conduzir "à privatização".
Jerónimo de Sousa, que falava na freguesia de Boidobra, Covilhã, à margem da Festa de Verão da CDU, recordou que a "tentativa de municipalização existe não só na saúde, como também nas escolas" e sublinhou que tal vai contra a Constituição da República Portuguesa.

"Consideramos que é o caminho mais errado, porque naturalmente os municípios numa primeira fase podem suportar [os custos], mas depois com as dificuldades que têm em termos de orçamento, a tendência e a tentação serão inevitavelmente para [os] entregar ao setor privado", afirmou, quando questionado pelos jornalistas sobre as declarações do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional relativamente à possibilidade de a gestão dos centros de saúde passar para os municípios.

O líder do PCP também classificou tal possibilidade como "uma tentativa de se desresponsabilizar o Estado, atirando para as autarquias com uma falsa descentralização, na medida que se descentralizam competências, mas, muitas vezes, não se descentralizam as verbas necessárias para que o sistema funcione", acusou.

Igualmente questionado sobre se concorda com a atribuição de bolsas a alunos que escolham instituições de ensino superior no interior do país, tal que o ministro da Educação anunciou em entrevista ao Expresso, Jerónimo de Sousa referiu que "o interior precisa é de outras medidas de fundo".

"O interior precisa de facto de apoios, mas de criação de empregos e da manutenção dos serviços públicos para fixar populações", fundamentou.

Para o secretário-geral do PCP, a proposta de Nuno Crato é mais uma das "medidas de recurso, que não resolvem aquilo que é estruturante nas regiões do interior", designadamente o problema da desertificação.

"A verdade é que hoje temos um país desequilibrado e assimétrico, em que os portugueses já não são só penalizados só em razão da sua origem social, mas também em relação ao sítio onde nasceram, onde trabalham, onde moram e onde vivem, tendo em conta o que estão a fazer ao interior [com] o encerramento de escolas, de tribunais, de unidades de saúde e de serviços públicos, portanto estas medidas à peça nada resolvem", concluiu.

Fonte: Notícias ao Minuto

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