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03-12-2018
Sociedade

Montalegre vai lançar projeto de combate à desertificação

Montalegre vai lançar projeto de combate à desertificação

A Câmara Municipal de Montalegre vai avançar com um projeto que visa salvaguardar o património existente de modo a atrair pessoas para o território.

"Salvar o património, povoar o território" é o nome do projeto que a autarquia de Montalegre vai lançar para combater a desertificação.

“O despovoamento galopante é a razão desta tomada de posição que visa estancar a sangria que vem sendo notada nas últimas décadas. Nesse sentido, vai ser criada uma base de dados que irá fazer o cadastro de terras e casas devolutas que irão ter outra visibilidade e rentabilidade após colocação no mercado. Há já contactos com estrangeiros que querem vir povoar o território”.

Colocar um travão na desertificação no concelho é a razão principal do mais recente desígnio da autarquia de Montalegre. Rotulado “Salvar o património, povoar o território”, o projeto, pioneiro no concelho, promete ser bandeira laboral para os próximos anos. O presidente da Câmara explica que “esta ideia é uma forma de dar vida às nossas aldeias, a todo o território barrosão que está em processo acelerado de despovoamento e de envelhecimento”. Assim sendo, “o imenso património, sobretudo imobiliário e rural, que está abandonado e que pode ser, inclusive, onerado em sede de tributação do IMI, pode ser recuperado, revitalizado e ser uma mais valia no sentido de atrair população ao território barrosão. Desta forma, pode ser povoado e ser enriquecido cultural, económica e socialmente dando vida às nossas emblemáticas aldeias”.

Orlando Alves acentua que a ideia é construir uma base de dados, através de uma plataforma, onde as construções devolutas ou mesmo aqueles espaços que estão titulados e cujos proprietários devidamente identificados, mas sem condições financeiras de os desenvolver que possa englobar uma aplicação de onde sairá uma listagem que iremos colocar no mercado da venda ou arrendamento de forma a que se preserve o património e se povoe o território”. Estamos perante, sublinha o autarca, “uma medida inédita” que “será direcionada para todo o território nacional onde há muita gente que se sente seduzida e atraída pelo imenso património ambiental, arquitetónico e paisagístico da nossa terra”. Esta plataforma, acrescenta o líder do município, “será colocada, também, no estrangeiro para que pessoas que pretendam mudar de país, possam ter a oportunidade de povoar as nossas terras”.

Face ao quadro preocupante que se assiste no Interior, o presidente da autarquia sublinha que estamos perante “uma iniciativa que vale a pena agarrar com toda a força e energia”. É neste pressuposto, reforça Orlando Alves, que “iremos desenvolvê-la, ancorados em contactos que já temos estabelecidos no estrangeiro”. Nessa rede “aqueles perceberam que a nossa terra tem atratividade suficiente para que casais estrangeiros, e não só, possam vir povoar e desenvolver a nossa terra”. Falta, conclui o presidente, “cumprir-se, também, o desígnio de sermos nós os primeiros a acreditar!”.

Gabinete de Imprensa CM Montalegre

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