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26-01-2016
Sociedade

Montalegre: Milhares na XXV Feira do Fumeiro

Montalegre: Milhares na XXV Feira do Fumeiro

Montalegre escolheu o melhor traje para cantar o "parabéns a você" à Feira do Fumeiro. Quatro dias onde o povo saiu à rua na celebração das "bodas de prata" do maior cartaz gastronómico da região. Dias onde a "galinha dos ovos de ouro" voltou a engordar os bolsos dos produtores.

Depois da intensa campanha de promoção da XXV Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, Montalegre acolheu milhares de pessoas em quatro dias intensos que transformaram por completo o coração da sede do concelho. Um frenesim contínuo que voltou a colocar o "reino maravilhoso" na primeira página da atualidade. Com efeito, desde a inauguração, muitos foram os motivos de interesse para visitar Montalegre. Todavia, foi o aroma inigualável do fumeiro que seduziu gente de todo o lado a fazer-se à estrada.
 
«ESPALHAR CHARME»
 
Na hora de fazer contas, embora com menos gente que em outras edições, Orlando Alves dá nota elevada aos 25 anos da Feira do Fumeiro: «faço um balanço positivo. Continuamos com uma onda simpática de atratividade para o território concelhio que alavanca uma parte significativa da economia das pessoas. Sentimos que o nosso esforço é compensado por esta afluência massiva de pessoas que nos procura. São bem recebidas e quando há uma pequena falha também sabem perdoar». Nessa linha, acrescenta, «sentimos que de ano para ano estamos mais na moda e continuamos a espalhar charme por esse Portugal abaixo».
 
ESFORÇO COMPENSADO
 
Projetar e trabalhar um certame com esta dimensão é sinónimo de canseiras. Todavia, esclarece o presidente da Câmara de Montalegre, «chegamos ao fim e sentimos que o nosso esforço foi compensado por esta afluência de pessoas que ajudam a dar sustentabilidade ao território e contribuem para o nosso bem-estar». O edil lembra que estamos perante um cartaz que alimenta «todos os setores etários» com «ofertas diversificadas que vão desde o folguedo da "Sexta 13" à qualidade dos produtos locais». Uma missão que deixa na organização uma «responsabilidade acrescida» para começar «a pensar nos próximos eventos e, também, a preparar a Feira do Fumeiro de 2017».
 
PRESIDENCIAIS
 
Foi mais um teste que a Feira do Fumeiro teve que enfrentar. O último dia coincidiu com as eleições para a Presidência da República. Orlando Alves saiu convencido que o facto não mexeu com o evento: «não creio que as eleições presidenciais tenham afetado o certame. As pessoas vieram em menor quantidade mas compraram. Os produtores que não conseguiram vender terão que perceber porque correu menos bem. Cabe a cada um fazer a sua própria atividade. Os produtores mais antigos não podem queixar-se porque as pessoas apareceram». A reboque desta argumentação, o líder do executivo ilustra: «alguns stands, no fim do segundo dia, já estavam praticamente despidos». De resto, a animação foi permanente (dentro e fora do recinto), com a "cereja no cimo do bolo" a suceder com as cinco horas de transmissão do programa "Aqui Portugal" da RTP. Importa, ressalva Orlando Alves, «é tentar valorizar o produto e enriquecê-lo, dando-lhe sempre mais qualidade».
 
HOTELARIA
 
Setor associado por excelência, a hotelaria do concelho teve um comportamento digno, garante o presidente: «tive um feedback extraordinariamente positivo de toda a hotelaria do concelho. Tenho bons indicadores. Apesar de algumas situações que não ajudaram muito, como o tempo, as eleições e o tão badalado botulismo, as coisas correram bem». Ainda sob esta matéria, Orlando Alves, enfatizou a importância de apostas como os workshops e o regresso do concurso que apurou a melhor alheira e chouriça: «a presença dos chefs da culinária nacional, deu um toque diferente ao manuseamento do fumeiro...foi bom ver como é possível ter sempre criatividade».
 
TEM A PALAVRA
 
David Teixeira (Vice-presidente - Câmara Municipal de Montalegre)
«Foi mais um bom evento. Tínhamos alguma expetativa em relação às notícias menos incentivadoras para os consumidores destes produtos. Penso que esses receios não se fizeram sentir em demasia. O evento tem que crescer e ganhar outras valências. Fica uma nota de parabéns a toda a organização pelo sucesso, pela inovação na "tenda dos petiscos" e pelas associações que souberam dignificar este certame. Uma nota também à restauração local: é preciso ponderar o serviço e, sobretudo, o preço. Os visitantes começam a não almoçar em Montalegre e isso foi evidente no sábado e domingo onde as pessoas chegaram em força depois do almoço. Isso tem que fazer pensar os profissionais da restauração do nosso concelho. Certamente que é preciso mudar alguma coisa».
 
Fátima Fernandes (Vereadora da Educação - Câmara Municipal de Montalegre)
«Foi uma feira de excelência, tal como as outras. Todos os anos ficamos surpreendidos com a afluência de pessoas que nos visitam, pela qualidade dos produtos e pelas críticas. É muito bom ouvirmos as pessoas, que repetidamente nos visitam, dizerem que é o local onde compram bom fumeiro. Em termos de vendas cumpriram-se os objetivos estipulados. Resta-nos agradecer a todos os que acreditam no território e no que estão a fazer».
 
Boaventura Moura (Presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã)
«Acho que foi mais uma grande feira. Pode não ter sido a melhor de todas mas também não podemos subir tantos degraus a cada ano. Chegaríamos ao céu rapidamente. Pode haver um ou outro produtor que ainda tenha alguma coisa, mas é preferível que assim seja, para que quem fez milhares de quilómetros possa chegar aqui e ter produto para comprar».
 
Domingos Moura (Veterinário Municipal)
«Estávamos com expetativas muito negativas mas acabou por correr melhor do que se esperava. Havia uma certa apetência pelos produtos mais baratos. Em relação à qualidade dos produtos, as rejeições foram muito reduzidas».

Fonte: CM de Montalegre

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