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18-12-2018
Sociedade

Misericórdia de Chaves candidata-se a Fundo de Socorro Social para regularizar salários

Misericórdia de Chaves candidata-se a Fundo de Socorro Social para regularizar salários

A Santa Casa da Misericórdia de Chaves apresentou uma candidatura de cerca de 500 mil euros ao Fundo de Socorro Social para regularizar os salários em atraso aos trabalhadores, em dívida entre 2008 e 2011.

Em declarações à agência Lusa João Miranda Rua, provedor da instituição, afirmou que quando assumiu o cargo de provedor, em 2015, a Santa Casa da Misericórdia de Chaves tinha uma “dívida global de 5,2 milhões de euros, com 778 mil euros a corresponderem a salários em atraso aos funcionários”.

O provedor sublinhou que tem sido feito um “grande esforço de recuperação do equilíbrio financeiro da instituição”, cuja dívida agora é de “2,8 milhões de euros, correspondendo cerca de 500 mil euros a dívida salarial”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte alertou esta terça feira em comunicado para “um clima de insegurança” na Misericórdia de Chaves, devido aos “salários em atraso” e à dívida em “retroativos salariais aos trabalhadores há vários anos”.

Segundo o sindicato, a Santa Casa “anda a prometer aos trabalhadores regularizar a situação há muito tempo, mas não passa das promessas aos atos”.

João Miranda Rua salientou que a Misericórdia apresentou uma candidatura ao Fundo de Socorro Social do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, no valor de cerca de 500 mil euros para liquidar a dívida aos trabalhadores.

O responsável referiu que a candidatura está em apreciação e prevê que haja uma resposta no primeiro trimestre de 2019. Trata-se de um fundo dirigido às Instituições Particulares de Solidariedade Social, IPSS ou instituições equiparadas e a famílias.

O responsável pela instituição explicou ainda que, a candidatura foi apresentada no âmbito de um projeto estratégico para recuperar a Misericórdia.

“Todos os meses se pagam dívidas para que esta situação frágil não seja refletida naquilo que é a ação da Misericórdia”.

Salientou ainda que a dívida salarial corresponde ao período entre 2008 e finais de 2011, ano da rotura financeira da instituição depois de um mandato anterior de 32 anos, e frisou que neste seu mandato "de quatro anos não deve um cêntimo aos trabalhadores”.

O provedor disse que realiza reuniões regulares com representantes dos trabalhadores e os sindicatos, no entanto, referiu nunca ter reunido com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte que adiantou que representa “apenas cerca de 3% dos funcionários da instituição”.

Com seis equipamentos sociais e 260 funcionários, a Santa Casa presta apoio a cerca de 700 utentes, desde crianças, jovens e idosos dispersos por várias valências.

No comunicado, o sindicato disse ainda que os “trabalhadores consideram-se abandonados pela Santa Casa da Misericórdia a quem acusam de nada fazer para por termo à doença da sarna que afeta utentes e trabalhadores”.

O provedor referiu não ter conhecimento de nenhuma situação de sarna nos equipamentos da instituição e disse ter havido um caso, há cerca de um ano, que foi “devidamente tratado e resolvido”.

João Miranda Rua termina no final do ano um mandato de quatro anos e não se vai recandidatar ao cargo.

Redação com Lusa

Fotografia: Santa Casa da Misericórdia de Chaves

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