26/09/2020
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10-04-2020
Sociedade

Ministra da Saúde impede a divulgação dos dados da COVID-19 no alto Tâmega

Ministra da Saúde impede a divulgação dos dados da COVID-19 no alto Tâmega

O boletim epidemiológico diário, da Unidade de Saúde Pública do ACES Alto Tâmega e Barroso era divulgado todos os dias mas por ordem do Gabinete da Ministra da saúde a unidade de Saúde Pública do Alto Tâmega foi impedida de continuar a divulgar o Boletim.

As autarquias não gostaram e Boticas mostrou todo o seu desagrado e revolta com a emissão de um comunicado, onde Fernando Queiroga não poupou críticas.

“Apesar das festividades pascais que atravessamos, a situação atual leva-me a acompanhar em permanência a evolução do surto da COVID-19 no nosso país, mantendo particular atenção ao que se passa na nossa região e ao nosso concelho, em estreita colaboração com as Autoridades de Saúde e com as entidades do Concelho, como as forças de segurança (GNR), Bombeiros e Juntas de Freguesia”, começou por dizer o autarca, acrescentando que “quero manifestar o meu mais profundo desagrado e completa revolta com a atitude tomada hoje pelo Gabinete da Sra. Ministra da Saúde, que impediu a Unidade de Saúde Pública (USP) do Alto Tâmega de continuar a divulgar o Boletim Epidemiológico onde todos os dias dava conta dos casos registados na região do Alto Tâmega, com informação detalhada por Concelho, quer ao nível de novos casos suspeitos, quer de casos positivos de contaminação pela COVID-19.

Era um trabalho feito em consonância com os Municípios do Alto Tâmega (e bem feito) que tinha como único objetivo manter a nossa população informada e atualizada acerca da evolução pandémica do surto na região, de uma forma clara e perfeitamente transparente”.

Fernando Queiroga foi mesmo mais longe e no mesmo comunicado fez saber que “a atitude tomada pela Sra. Ministra da Saúde é bem reveladora de que o Ministério que tutela tem fugido à verdade e manipulado os números que apresenta aos portugueses, depois de trabalhados a seu belo prazer e anunciados nos timings que dão jeito ao Ministério da Saúde e ao Governo. As ordens diretas dadas à USP Alto Tâmega são demonstrativas de que o Governo prefere enganar os portugueses do que dar a informação verdadeira que nos permite ter a ideia da real dimensão do surto da COVID-19 e, ao mesmo tempo, tranquilizar a nossa população a cada dia que passa, tendo conhecimento com transparência da situação vivida em cada Concelho.

Tenho que firmemente dizer basta! Estes territórios do interior do país merecem mais consideração. Já não basta a discriminação e sermos colocados sempre em segundo plano, agora também nos querem tirar o direito à informação.

Pela nossa parte, continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para manter a nossa população informada, com informação verdadeira e transparente” concluiu o autarca.

Nuno Vaz autarca de Chaves também  não gostou do sucedido e fez questão de dizer que “Confrontado, ao final da tarde, com a decisão, o Município lamenta profundamente o caminho, de censura, escolhido pela Autoridade Nacional de Saúde, que impede a divulgação de informação mais detalhada e fidedigna, que contribuía diariamente para a informação atualizada da população acerca da evolução do surto de COVID-19 no nosso território”.

As autarquias ainda que totalmente alheios a esta decisão da Administração Central, vão pugnar por procurar esclarecer a população mantendo uma comunicação direta e transparente.

 

Paulo Silva Reis com Carlos Daniel Morais

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