17/11/2019
18:57:34
SinalTV - Canal MEO 500520
21-11-2014
Economia

Mais de 40% da atividade das empresas paga impostos e taxas

Mais de 40% da atividade das empresas paga impostos e taxas

Portugal ocupa o 64º. lugar no ranking dos países mais competitivos a nível fiscal, uma lista criada pela consultora PwC e pelo Banco Mundial. Segundo o relatório, citado pelo Jornal de Notícias, 42,4% da atividade das empresas nacionais é canalizada no pagamento de impostos e taxas contributivas.

Num ranking em que figuram 189 países, Portugal aparece na 64ª. posição no que toca à competitividade a nível fiscal. De acordo com o estudo ‘Paying Taxes 2015’, da consultora PwC e do Banco Mundial, as empresas portuguesas gastam 42,4% da sua atividade para pagar impostos e taxas contributivas

Segundo o estudo, cerca de 26,8% dos custos fiscais das empresas destinam-se ao pagamento de contribuições sobre o trabalho a cargo do empregador, como é o caso da Taxa Social Única (TSU), já 15,1% servem para saldar impostos sobre os lucros. Os restantes 0,5% destinam-se a “outros impostos” como escreve o jornal.

Portugal situa-se, assim, atrás de países como o Luxemburgo, Irlanda e Reino Unido, que apresentam uma competitividade fiscal mais vantajosa para as empresas. Contudo, revela o estudo, em Espanha e em França, a carga fiscal sobre as empresas ultrapassa os 58%. Porém, é entre os países do Médio Oriente que os países menos afetam a atividade das empresas, destacando-se aqui o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Ainda segundo as conclusões da análise da PwC e do Banco Mundial, Portugal é dos países em que as empresas mais tempo despendem a tratar de impostos. Estas burocracias custam, em média, 275 horas por ano, porém, Portugal encontra-se, aqui, à frente de países como a Polónia, República Checa, Bulgária e Hungria. 

Portugal está também à frente de outros países no que toca ao número de pagamento anuais feitos ao Fisco para tratar de todos os impostos. Segundo o JN, as empresas nacionais fazem apenas oito pagamentos, um número bastante abaixo do verificado noutros países, cerca de 25,9. A Noruega é, quase, uma exceção, uma vez que trata da questão com apenas quatro pagamentos.

Este relatório não tem em conta a descida da taxa de IRC de 25% para 23%, em vigor desde janeiro deste ano.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

 

Outras notícias