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29-09-2014
Cultura

Mafalda faz 50 anos...e continua atual

Mafalda faz 50 anos...e continua atual
Faz hoje 50 anos que o semanário argentino "Primera Plan" começou a publicar regularmente a história da revolucionária mais famosa do mundo. No final de Outubro, a Verbo lança "Toda a Mafalda", edição de coleccionador para fãs da miúda.
Mafalda só queria mudar o mundo, e o mundo mudou com ela. Nem sempre para melhor, é certo, porque há coisas que permanecem, como a violência, o racismo, as desigualdades, a corrupção, e o ódio pela sopa. "Fico surpreendido quando vejo como temas que abordei há 50 anos permanecem actuais. Até parece que desenhei a tira hoje. Deve ser porque o mundo continua a cometer os mesmos erros", comentou Quino em Abril deste ano, na inauguração da Feira do Livro em Buenos Aires. Não estranharia voltarmos a ouvi-la dizer uma das suas frases emblemáticas: "Parem o mundo, que eu quero descer!"

Com o seu palmo e meio, e eternos seis anos (oito quando diz adeus aos leitores), a voz do protesto que nasceu na Argentina e atravessou ditaduras e guerras frias, começou por ser um projecto para uma marca de electrodomésticos. A Mansfield encomendou a Quino a história de uma família com filhos da classe média como tantas outras. O desenhador que descobriu este jogo de pontos e linhas com o seu tio, o pintor e artista gráfico Joaquín Tejón, cumpriu a tarefa, mas os jornais torceram o nariz à publicação da publicidade encapotada.

Mafalda, nome inspirado na personagem do romance "Dar la Cara", de David Viñas, foi recuperada por um jornalista e amigo de Quino, Miguel Brascó, que a divulga pela primeira vez em "Gregorio", suplemento de humor da revista "Leoplán". A 29 de Setembro desse mesmo ano de 1964, o semanário "Primera Plan" de Buenos Aires, começa a publicar Mafalda regularmente, vínculo que se mantém até Março do ano seguinte, quando a história da menina que adora a música dos The Beatles e os desenhos do Pica--Pau, e que se bate pela paz, os direitos humanos e a democracia, se muda para o jornal "El Mundo". Por esta altura, Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino, leva já mais de uma década a publicar as suas tiras humorísticas, mas os louros vão todos para este clã portenho, que seria alargado no final da década de 60, com a chegada de Gui, o irmão mais novo da protagonista.

Fonte: ionline

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