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15-10-2015
Sociedade

Longevidade de utente assinalada no Lar de Santa Isabel

Longevidade de utente assinalada no Lar de Santa Isabel

O Lar de Santa Isabel viveu na passada segunda-feira um dia de festa para assinalar a longevidade do utente com maior idade daquele equipamento social da Santa Casa da Misericórdia de Chaves. João Cunha completou 97 anos de vida, na companhia dos filhos, colaboradores, dirigentes e restantes utentes da instituição. 

“Parece um casamento”, dizia Francisco Mosca, utente do mesmo lar, enquanto os funcionários da empresa de catering, contratada para ajudar na celebração da festa, se movimentavam pelo salão preparando as mesas para o efeito.  
Embora o dia de aniversário tenha sido sábado, “em família, num restaurante local”, como costuma ser hábito, “no dia seguinte celebra novamente os anos com os amigos no lar”, referiu o filho mais velho que reside nos Estados Unidos da América. “Este ano porque não trazer o restaurante e a festa ao lar”, admitiu o mesmo, sendo pois Arlindo Cunha o responsável pela ideia e concretização da mesma.
A celebração da eucaristia na capela do equipamento social, seguida de um almoço convívio e baile a cargo de um DJ, com lanche especial fizeram parte do programa que assinalou a longevidade do utente que há 17 anos reside naquela Estrutura Residencial para Pessoas Idosas.  

Uma referência na instituição com veia poética  
 
“Muito querido por todos, é conhecido por ser um poeta” salientou a diretora técnica do Lar de Santa Isabel, Ana Bandeirinha, momentos antes do aniversariante apagar as velas, registando a salutar convivência mantida entre o utente e a família.   
No momento de entrega do presente, o provedor da Misericórdia de Chaves, considerou João Cunha “uma referência na instituição pela envolvência que mantém no lar” uma participação ativa que segundo João Rua, “contribui muito para a dinamização do equipamento social”.
Com uma habilidade natural para fazer poemas, conserva mais de 100, sobre as mais diversas temáticas, desde a família, os filhos, a infância, as vivências do dia-a-dia e até sobre as próprias funcionárias da Instituição. Particularidade esta, que levou a equipa de animação sociocultural a criar uma música em forma de verso, acompanhada à guitarra para dedicar inteiramente ao aniversariante. 
Partilhando com todos os utentes daquele lar, colaboradores, técnicos e dirigentes, familiares e amigos do aniversariante, João Cunha não escondeu a emoção e felicidade pelo carinho demonstrado.
        
Relação familiar “muito presente”

“Muito obrigado a todos por estarem presentes”, disse o aniversariante, ladeado pelos filhos com quem mantém uma relação “muito próxima e presente”, salientou a animadora sociocultural do equipamento, Luísa Teixeira, a par da inter-relação familiar “positiva”, apontou como fator de longevidade o fato “de ter sido sempre muito ativo e empenhado, demonstrando sempre preocupação com os outros”.
“Tem um feitio muito fácil” e participa ativamente em todas as atividades, “com grande agilidade mental desenvolve jogos de memória e demonstra grande vitalidade e energia nas aulas de ginástica”, acrescentou a animadora.     
A família considera-o “uma força de vida. Sempre muito positivo e pronto para ajudar”, tanto que na terra onde viveu, casou e trabalhou como cantoneiro, em Curtinhas de Jales, Murça, era conhecido como “juiz de paz”. “Era o enfermeiro da aldeia e ajudava qualquer pessoa com papeladas, fazia a barba e vestia os defuntos”, contou o filho Aucino Cunha que acredita que “é possível estar num lar e ser feliz”. “Já lhe dissemos que podia ir para nossa casa porque tinha espaço e condições, mas a resposta dele foi sempre a mesma, enquanto eu me sentir bem não saio daqui”, justificou.   
João Cunha é natural de Moreira, Vila Pouca de Aguiar, é pai de 14 filhos, sete  dos quais estão vivos, tem 14 netos e 10 bisnetos estando para breve o nascimento de mais dois. Lembrou a convivência com o amor da sua vida que ainda viveu um ano e meio com ele na instituição, antes de partir. No entanto, considera que “não vive nostálgico”, assumindo como lema de vida “viver e fazer o bem” e com o sentido de humor que também o carateriza, acrescentou, rindo, “beber bem e comer melhor”.

Fonte: Sandra Gonçalves - Santa Casa da Misericórdia de Chaves

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