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23-06-2015
Economia

Há nove anos que o subsídio de desemprego não era tão baixo

Há nove anos que o subsídio de desemprego não era tão baixo

Desde 2006 que o valor do subsídio de desemprego não era tão baixo. Entre 2012 e 2015, a diferença deste subsídio chega aos 50 euros.

Além de haver menos desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o valor do subsídio que garante sustento a quem não tem trabalho está também ele a descer.

Em maio deste ano, cada desempregado recebe, em média, 448 euros mensais. São menos 18 euros do que em 2014 e quase menos 50 euros do que há três anos (2012). Aliás, desde 2006 que o valor deste rendimento não chegava a valores tão baixos. Só para esbater o efeito da inflação (15% em termos acumulados), o valor do subsídio de desemprego devia rondar os 504 euros nos dias que correm.

Em termos práticos, é como se cada desempregado recebesse menos 56 euros por mês.

Entre as razões que justificam a queda do valor deste subsídio, estão a queda dos salários, o facto de o Governo ter reduzido o teto máximo para 1.048 euros e o corte de 10% aplicado ao fim de seis meses de prestação.

Em 2013, o subsídio de desemprego chegava a 419.360 trabalhadores, enquanto hoje chega a 279. 563. Esta comparação reflete a descida dos níveis de desemprego, mas os dados revelados pela Segurança Social, apurados pelo Diário de Notícias, mostram que estas prestações sociais chegam a cada vez menos pessoas sem trabalho.

Há um ano, 53% dos desempregados tinha acesso ao subsídio de desemprego. Este ano, esse número desce para pouco mais de 50%. São notícias agridoces: apesar de os números confirmarem a descida do desemprego, também indicam que, para muitos desempregados, o acesso a este rendimento chegou ao fim, sem que isso signifique um regresso à vida ativa.

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