03/06/2020
00:13:19
SinalTV - Canal MEO 500520
11-11-2014
Politica

Governo orgulhoso no salário mínimo "mesmo que a troika discorde"

Governo orgulhoso no salário mínimo mesmo que a troika discorde
Ministro da Segurança Social diz que tem "orgulho" no aumento para 505 euros do salário mínimo e acha "uma vitória do país" a redução do desemprego.
Mota Soares veio esta tarde ao Parlamento defender a proposta de orçamento para 2015 e fixou-se nas boas notícias: a redução da taxa de desemprego e o acordo feito há um mês e que aumentou 4,1% o valor do salário mínimo. A oposição em peso põe água fria no entusiasmo do ministro quanto aos dados do desemprego, mas o governante insiste que "são já 18 meses consecutivos, segundo o INE, de baixa consecutiva dos números do desemprego".

Com um pedido de auditoria, apresentado na semana passada pelo Bloco de Esquerda, para uma análise detalhada aos números do emprego criados em Portugal, a discussão em torno do orçamento da segurança social passou a ser dominada pelo tema. Mota Soares tentou arrumar a questão: "Sempre que alguém põe em causa os números de uma entidade isenta como o Instituto Nacional de Estatística está a atacar o esforço que os nossos empresários e os nossos trabalhadores tiveram na dinamização da economia", disse o ministro. A oposição não ficou convencida.
"Mentira e mistificação", respondeu Jorge Machado do PCP, para quem as explicações de Mota Soares são equivalentes "à alucinada intervenção do seu colega da Economia na semana passada", numa referência à passagem de Pires de Lima pelo Parlamento. Para os comunistas, aos 690 mil desempregados registados nas estatísticas oficiais importa somar os 302 inativos e desmotivados também referidos pelo INE e os 300 mil emigrados, que deixaram de contar para os números de desempregados. "Há 1,4 milhões de trabalhadores desempregados em Portugal", garante o PCP.

Com o tema do desemprego a servir como arma de arremesso, o ministro usou o acordo de Concertação Social sobre o salário mínimo como uma prova do trabalho feito. "Conseguimos introduzir um aumento acima do que muitos esperavam. Tenho orgulho deste aumento e não o acho em nada, mas nada, prematuro", sublinhou.

Perante a comissão parlamentar da Segurança Social, Mota Soares mostrou como o aumento do ordenado mínimo foi feito à revelia da troika. Tornando público o braço de ferro em anteriores negociações com os credores internacionais, o ministro insistiu que "mesmo que as entidades externas possam não concordar com a nossa decisão" (...), "o Governo entendeu e continua a entender que é de elementar justiça que o fruto da recuperação económica que estamos a ter seja distribuído pelos salários mais baixos".

Fonte: Expresso

Outras notícias