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20-01-2020
Sociedade

Fumeiro de Montalegre “quer dar o salto” para hotéis e restaurantes

Fumeiro de Montalegre “quer dar o salto” para hotéis e restaurantes

O fumeiro tradicional de Montalegre, que estará em destaque na feira que inicia na próxima quinta-feira, quer “dar o salto” para a hotelaria e restauração em 2020, disse na última sexta feira o vice-presidente da câmara.

“Vamos tentar, em 2020, dar o salto para a hotelaria. Vamos divulgar este produto, a sua qualidade e características para que os hotéis e os restaurantes consigam também fazer as suas encomendas diretamente em Montalegre”, afirmou David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre.

E, nesse sentido, o município de Montalegre realizou na sexta feira uma ação de promoção, num restaurante do Porto, que reuniu os ‘chefs’ Marco Gomes e Nuno Diniz em volta do cozido barrosão.

David Teixeira salientou que se pretende “atrair clientes profissionais” para o fumeiro de Montalegre, que ainda é feito de “forma tradicional e original”.

Entre os dias 23 e 26 de janeiro, a vila de Montalegre abre as portas “ao mundo rural”.

A Feira do Fumeiro de Montalegre conta com a participação de cerca de 60 produtores que terão à venda entre “60 a 65 toneladas” de enchidos, desde alheiras, chouriças, sangueiras, bucheiras, farinheiras ou salpicões.

Fernando Pereira, técnico da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, disse que, no recinto do certame, o volume de negócios estimado ronda “um milhão de euros”.

À associação cabe fazer o acompanhamento dos produtores e prestar apoio técnico ao produtor, nomeadamente no licenciamento da sua atividade, na formação (segurança alimentar).

“Implementamos também um plano de controlo que tem por objetivo dar a garantia ao consumidor de que o produto, além de ser seguro, do ponto de vista alimentar, é também um produto genuíno”, salientou o responsável.

O fumeiro é produzido, acrescentou, “usando os métodos de fabrico artesanais, de acordo com o saber das populações rurais”.

Participam na feira cerca de 100 expositores e, para além do fumeiro, haverá à venda ainda pão caseiro, bolos, folares, mel, compotas, ervas aromáticas e medicinais ou licores regionais.

O certame representa uma oportunidade de negócio para os produtores e é alavanca para outras atividades económicas.

“O motivo é o fumeiro, mas toda a máquina económica faz convergir esta dinâmica para os restaurantes, as padarias, para o alojamento de todo o concelho”, salientou David Teixeira.

O vice-presidente disse ainda que, nesta edição, vai ser realizado um estudo, em conjunto com o Instituto Superior de Administração e Gestão, ISAG para caracterizar melhor o público da feira, de “forma a comunicar melhor” no futuro, e perceber que produtos é que, os visitantes, "gostariam de ter mais perto das suas casas, durante o ano”.

Na sessão de apresentação pública, os chefs Marco Gomes e Nuno Diniz apresentaram o afamado cozido barrosão que teve, entre outros ingredientes, o magnífico e multifacetado fumeiro (chouriço de abóbora, salpicão, paio, chouriça, farinhota, sangueira, farinheira de mel, alheira e presunto), porco fumado (orelheira, pé de porco, faceira, peituga, ranhão, pernil, barriga e rabo), vitela barrosã (nispo, ilhada e língua), porco bísaro fresco (entrecosto, toucinho e entremeada), batata kennebec, couve tronchuda, pão de centeio, mel de urze, licor do padre Fontes, castanhas e os vinhos Mont'Alegre e padre Fontes.

A inauguração da Feira do Fumeiro de Montalegre vai ser feita pelo secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, João Botelho, e, no dia seguinte, será a vez da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, passar pelo certame.

 

Fonte: LUSA e CM Montalegre

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