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02-05-2018
Sociedade

Francisco Oliveira é o novo presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Vila Real

Francisco Oliveira é o novo presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Vila Real

Órgãos sociais tomaram posse, no último sábado, na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago.

A vila termal acolheu, no último sábado, a tomada de posse dos novos dirigentes da Federação de Bombeiros do Distrito de Vila Real.

Francisco Oliveira, eleito o novo presidente da federação distrital, viu oficializada a sua eleição para o triénio 2018/2020. Na cerimónia da tomada de posse, o agora novo presidente, agradeceu aos órgãos sociais que cessaram funções e a todos os que confiaram nele para assumir esta responsabilidade.

“É com honra, orgulho e satisfação, que aceito o desafio de presidir aos destinos da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real, que é a quarta maior do país, espero dar o melhor de mim, o que sei e posso, e não dececionar todos aqueles que acreditaram, não só em mim, mas também em toda a equipa que constitui os órgãos sociais, para o próximo triénio, contando com todos, para este desiderato”.

Também presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, Francisco Oliveira acompanha há 40 anos o sistema de proteção civil e o setor dos bombeiros portugueses.

“Ao longo destes anos assisti à sucessão de experimentalismos no domínio da estrutura de tutela do Estado, diversa legislação, estruturas de comando e modelo de governação. Passaram governos e governantes, criaram-se diferentes serviços, mudaram-se lideranças, alteraram-se leis, conciliaram-se interesses, e destruíram-se oportunidades. 
Sabendo que proteção civil somos todos nós, é verdade que as responsabilidades de uns são diferentes da de outros. Neste particular, para além da responsabilidade dos órgãos de soberania, Assembleia da República e Governo e dos municípios, os agentes de proteção civil possuem uma particular relevância no desempenho das competências inerentes à fase de resposta, aquando da ocorrência de eventos de acidentes graves ou catástrofe.
Entre os agentes de proteção civil estão obviamente os corpos de bombeiros que são, indiscutivelmente, a primeira linha de resposta em qualquer sistema de proteção civil. Cabe-lhes um conjunto de missões essenciais na proteção de vidas humanas e bens em perigo”.

Na cerimónia, que contou com a presença de várias entidades, o presidente pediu mais ajuda ao estado na formação de proximidade e na valorização das Unidades Locais de Formação de Chaves e Vila Real.

“Todos sabemos que 95% do socorro às populações, nas várias vertentes, sinistralidade rodoviária, incêndios urbanos florestais ou rurais, é prestado pelos bombeiros. O socorro às populações só é eficaz se for prestado ao minuto, doutra forma não servirá para nada. Para isso é necessário ter prontidão nos quarteis, pois se estivermos à espera do toque da sirene ou SMS, não funciona, não é eficaz. Alguns passos foram dados com as criações das EIP’S, Equipas de Intervenção Permanente que ainda não chegam a todo o país. É necessário alterar este paradigma da Proteção Civil, os bombeiros não podem continuar a substituir-se ao estado nas suas responsabilidades”.

Até hoje, e segundo Francisco Oliveira, ainda não há informação oficial sobre o DECIR, Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. “Os Corpos de Bombeiros não podem continuar a suportar o pagamento dos combustíveis de milhares de euros para apagar fogos e ser ressarcido de parte, passado meio ano, como não podemos suportar o custo das despesas de alimentação e ser reembolsados passados sete meses”.

Os atrasos nos pagamentos por parte das instituições hospitalares no pagamento dos serviços prestados que chegam a ser de seis, sete meses foi também tema de discussão por parte do novo presidente, que pediu a Nuno Vaz, presidente da autarquia de Chaves apoio aos bombeiros voluntários.

Na cerimónia, Nuno Vaz começou por homenagear os bombeiros do país e em especial as três corporações de Chaves. Relativamente à proteção civil , o autarca afirmou que “superando todas as dificuldades a câmara municipal tem conseguido manter uma relação de forte parceria e estreita colaboração com os três corpos de bombeiros do concelho, acrescentando que já foi aprovada a constituição de duas EPIS, para o concelho de Chaves e que o município tudo fará para que uma terceira possa ser criada neste caso concreto em Vidago. Procuraremos aumentar esse laços institucionais, com a elaboração de protocolos para que os nossos bombeiros possam prestar um serviço cada vez mais eficaz aos habitantes do nosso concelho".

 

Órgãos Sociais Eleitos Para o Triénio 2018/2020


Mesa da Assembleia Geral:
Presidente; Nuno André Coelho B.V. Flavienses

Vice-Presidente; António Eduardo Morais Batista Santos B.V. Montalegre

Secretário; Manuel Carlos Castanheira B.V. Carrazedo Montenegro

Suplente; Carlos Miguel Vinagre Pereira B.V. Pinhão.


Direção
Presidente; Francisco José Gonçalves de Oliveira B.V. Vidago

Vice Presidente Administrativo; Rafaela Maria da Cruz Vilela Leal B.V. Sanfins do Douro

Vice Presidente Operacional: Rui Manuel Monteiro Lopes B.V. Peso da Régua Tesoureiro; Paulo Jorge Afonso Cunha B.V.S.P. Chaves

Vogal; Luís Manuel dos Santos Nogueira B.V. Valpaços

Suplente; Albano José Ferreira Maio B.V. Mondim de Basto

Suplente; António José Dias Martins B.V. Ribeira de Pena.


Conselho Fiscal
Presidente; António Francisco Dias Vieira B.V. Fontes

Vice Presidente; Carlos Alberto Mendes Ferreira B.V. Boticas

Relator; José Jesus Leite Pereira B.V. Santa Marta de Penaguião

Suplente; José Alexandre Teixeira Pinheiro B.V. Murça.

 

Redação com Bombeiros Voluntários de Vidago

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