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11-04-2014
Sociedade

Folar de Valpaços mais perto da certificação

Folar de Valpaços mais perto da certificação
A cidade de Valpaços recebe esta sexta-feira mais uma edição da Feira do Folar. O bolo da Páscoa típico da região é o cartaz do evento, que espera gerar um volume de negócios superior a um milhão e meio de euros.
A certificação do folar de Valpaços, um processo que se arrasta há anos, está “a um passo de ser conseguida”, garante o presidente da Câmara local, Amílcar Almeida.

“O caderno de especificações encontra-se no Ministério da Agricultura e aguarda unicamente por publicação”, avança o autarca de Valpaços, que vê na certificação do folar uma mais-valia para “quem produz e para quem consome”, na medida em que assegura a qualidade do produto. 

A receita do folar, que passa de geração em geração, tem como ingredientes farinha, ovos e azeite, presunto, salpicão, linguiça, carnes de porco. É cozido em formas de barro ou argila. É uma espécie de bolo sem açúcar e com carnes. Por altura da Páscoa, não há casa transmontana que não o tenha à sua mesa. 

A 16ª edição da Feira do Folar começa esta tarde e vai decorrer até domingo, dia 13. 

Feira do Folar com outros bolos à mistura
A 16ª edição da Feira do Folar de Valpaços abre portas esta sexta-feira, com cerca de uma centena de expositores. O número “cresceu significativamente em relação a anos anteriores e vimo-nos forçados a alugar uma tenda para acolher os muitos pedidos”, refere à Renascença o presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida. 

"As pessoas que participam nesta feira conquistam mercado para o resto do ano”, acrescenta o autarca. 

O folar é o "rei da festa", mas há outros produtos em destaque como o fumeiro, o azeite, o vinho, o mel, o bolo podre, o pão centeio, os frutos secos, entre muitos outros, que “vale a pena provar e comprar”. 

“Os produtos expostos são todos do concelho. Queremos valorizar, promover e apoiar aquilo em que o concelho é rico, com o objectivo de fomentar a economia e a nossa atractividade”, salienta Amílcar Almeida. 

O certame custa 100 mil euros aos cofres da autarquia e gera mais de um milhão todos os anos entre produtores, restauração, hotelaria e comércio local.

Fonte: Renascença

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