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01-07-2014
Sociedade

Fase Charlie começa com mais meios que nunca

Fase Charlie começa com mais meios que nunca
Época crítica de fogos florestais começa hoje.
Começa hoje e termina a 30 de Setembro a fase crítica de combate aos incêndios florestais no nosso país. A designada "Fase Charlie" de combate aos incêndios prevista na Directiva Operacional Nacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) tem como principal novidade este ano a inclusão de uma força especial de bombeiros, os Canarinhos.
Este ano estará no terreno o maior dispositivo de combate a fogos registado em Portugal, o que levou recentemente o ministro da Administração Interna, Rui Pereira (que substituiu no cargo António Costa) a considerar, em entrevista à Antena 1, que "o país está mais bem preparado do que jamais esteve". O julgamento da frase do governante será feito dentro de três meses.
Até 30 de Setembro o alerta é máximo e a nova unidade profissional de bombeiros, recrutada no universo voluntário, vai estar apta a intervir em qualquer ponto do País. No total são quatro grupos atribuídos aos distritos de Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre. Esta força será "preferencialmente utilizada no ataque inicial a incêndios florestais, transportada de helicóptero ou por via terrestre". Os Canarinhos juntam-se aos GIPS, o Grupo de Protecção e Socorro da GNR.
A este exército de soldados da paz junta-se o maior dispositivo aéreo de sempre: 54 meios aéreos que ainda não contam com os dez helicópte- ros adquiridos pelo Governo (ver caixa). Existe ainda uma coluna adicional de meios de reforço, no Porto, que se junta à já existente em Lisboa.
Em 2006 foram registados em Portugal 21 681 ignições, das quais 3410 foram incêndios florestais (assim designado quando fazem mais de um hectare - equivalente a um campo de futebol - de área ardida). As chamas devoraram 75 052 hectares, dos quais 36 521 hectares de povoamento florestal. No ano passado ficou longe das cifras negras de 2003 e 2004, com mais de 300 mil hectares ardidos.
A área ardida tem vindo a registar um decréscimo significativo face à média dos últimos cinco anos, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais. O melhor exemplo é o do corrente ano, em que a área ardida diminuiu até agora 60% face ao mesmo período de 2006, segundo dados divulgados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC): A ANPC anunciou que arderam, em 2007, 1097 hectares, em comparação com os 2825 hectares dos primeiros meses de 2006. Já os últimos dados disponíveis relativamente a incêndios de origem criminosa dizem respeito a 2005 e revelam que o fogo posto na floresta, mata, arvoredo ou seara aumentou 42,2% face a 2004, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna.
O objectivo do Governo é que até 2012 a área de floresta ardida em Portugal diminua cem mil hectares. A promessa consta do plano nacional de defesa da floresta aprovada em Conselho de Ministros.
Para já a grande ajuda para o combate aos fogos florestais vem da meteorologia, e, apesar do início do Verão, as previsões insistem no céu nublado e elevadas humidades relativas. Ao contrário do que tem acontecido noutros países do Sul da Europa, como a Grécia, fortemente fustigada pelos fogos florestais.

Fonte: DN

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