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08-08-2014
Economia

Estradas de Portugal adjudica por 146 milhões obras do Túnel do Marão e acessos

Estradas de Portugal adjudica por 146 milhões obras do Túnel do Marão e acessos
A construção da Autoestrada do Marão parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária.
A Estradas de Portugal (EP) anunciou hoje ter adjudicado por 146,4 milhões de euros as três obras relativas à construção do Túnel do Marão e acessos a nascente e poente, concluindo assim os concursos públicos lançados em fevereiro.

A nota da EP surge um dia depois de a Teixeira Duarte informar ter ganhado, através de consórcio de duas das suas subsidiárias, as obras de conceção/construção do Túnel do Marão por 88 milhões de euros, refere nota da CMVM.

A Estradas de Portugal indica ter também já adjudicado “as obras de construção dos acessos”, estando a obra de ligação de 10 quilómetros da A4 ao túnel entregue à empresa OPWAY Engenharia S.A., desde 15 de julho, pelo valor total de 29,5 milhões de euros.

Já a empreitada para a construção do sublanço de ligação do Túnel do Marão a Parada de Cunhos, igualmente com extensão de 10 quilómetros, foi adjudicada a 25 de julho ao consórcio Ferrovial Agroman, S.A. e Lena Engenharia e Construções, S.A., pelo valor total de 28, milhões de euros.

“Relembramos que estes três concursos públicos foram lançados no final de fevereiro tendo como preço base o valor global de 204 milhões de euros”, refere comunicado da Estradas de Portugal que destaca que “as adjudicações agora realizadas representam um investimento total de 146,4 milhões de euros o que representa uma poupança de 57,6 milhões de euros face às estimativas iniciais”.

Segundo a EP “decorrem agora os procedimentos legais inerentes para a contratualização das empreitadas e efetivo início das obras no terreno, o que se prevê que ocorra no mês de setembro”.

A construção da Autoestrada do Marão parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária.

A Somague, que liderava o consórcio responsável pela construção da autoestrada, refutou e disse ter sido a própria concessionária, e não o Estado, a rescindir o contrato "por incumprimentos vários do concedente".

A intervenção mais complexa diz respeito ao Túnel do Marão, onde ainda faltam escavar dois quilómetros e previa-se, em maio, um valor base de investimento na ordem dos 110 milhões de euros.

Este projeto permite a conclusão da ligação da autoestrada A4 Porto-Amarante à autoestrada da subconcessão Transmontana Vila Real-Bragança.

Fonte: Jornal i

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