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05-09-2014
Economia

Estado fecha operação CTT e encaixa quase mil milhões

Estado fecha operação CTT e encaixa quase mil milhões
A Parpública anunciou hoje ter já concluído a venda dos 31,5% que o Estado ainda detinha nos CTT, ao preço de 7,25 euros por ação, encaixando 343 milhões de euros com a operação.
No total, a operação rendeu aos cofres do Estado 909,2 milhões de euros, e se a este a este valor juntarmos as restantes operações de privatização, concluídas pelo Executivo de Pedro Passos Coelho, o montante ascende a 6,7 mil milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Parpública diz ter concluído a colocação 47.253.834 ações dos CTT, representativas de aproximadamente 31,5% do capital social dos CTT e da totalidade de ações por si detidas através de um processo de 'accelerated bookbuilding' [processo de venda rápida] dirigido em exclusivo a investidores institucionais.

A liquidação da oferta está prevista para 10 de setembro, próxima quarta-feira.

"O modelo aprovado pelo Governo foi considerado o mais vantajoso face às condições atuais do mercado. A colocação foi feita ao preço de 7,25 euros por ação e o encaixe bruto foi de 343 milhões de euros, comprovando-se assim o mérito da solução escolhida", segundo o comunicado.

O encaixe final da reprivatização dos CTT situou-se nos 909,2 milhões de euros, acrescenta.

A operação foi assessorada pelo Caixa Banco de Investimento e a JP Morgan Securities PLC.

A Parpública lembra ter concretizado já, no âmbito das suas funções, com sucesso, os processos de privatização relativos à EDP -- Energia de Portugal, REN --Redes Energéticas Nacionais (duas fases), ANA -- Aeroportos de Portugal e CTT -- Correios de Portugal (duas fases), com um encaixe financeiro global de 6,7 mil milhões de euros.

O Governo aprovou na quinta-feira em Conselho de Ministros a conclusão da segunda fase de reprivatização dos CTT.

Em dezembro de 2013, o Estado vendeu 70% do capital social da empresa a 5,52 euros por ação, uma operação que permitiu um encaixe de 579 milhões de euros, inspirado no sucesso da dispersão em bolsa dos correios britânicos, Royal Mail, e belgas, Bpost.

Na altura, o Estado português comprometeu-se a manter pelo menos durante nove meses 30% do capital social e direitos de voto dos CTT com que ficou.

O lucro dos CTT subiu 14% nos primeiros seis meses do ano, face a igual período do ano passado, para 36,1 milhões de euros.

O valor de venda das ações ficou abaixo do preço do fecho de quinta-feira, em que os CTT encerraram a valorizar 1,3% para os 7,81 euros.

Fonte: Notícias ao Minuto

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