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05-02-2016
Sociedade

Enchidos transmontanos debatidos na Assembleia da República

Enchidos transmontanos debatidos na Assembleia da República

Os partidos políticos debateram nesta quinta-feira à tarde quatro projectos de resolução do PSD, PS, PCP e BE que recomendam ao Governo um conjunto de medidas para defender e promover a produção deste enchido tradicional da região de Trás-os-Montes.

Depois de em Setembro terem sido conhecidos alguns casos de botulismo alimentar que tinham em comum o consumo de alheiras da marca Origem Transmontana, o negócio deste tipo de enchido sofreu um forte revés. 
Nos distritos de Bragança e Vila Real, onde há cerca de 200 empresas que produzem alheiras, sucederam-se as queixas de dificuldades. Os produtos daquela marca foram retirados do mercado e para assegurar que o assunto estava resolvido, até o director-geral de Saúde foi a Mirandela comer alheira. O assunto chegou agora ao Parlamento.
O PSD propõe que seja criada uma linha de crédito de 30 milhões de euros para apoio de tesouraria e financiamento de investimentos que funcione durante 2016 e 2017; que nestes dois anos se reduza o IVA das alheiras para 6% e a taxa social única dos trabalhadores destas empresas para 20,75%, que o Estado ajude a financiar campanhas de comunicação de promoção das alheiras e que os investimentos no sector feitos na região transmontana no âmbito de projectos apoiados por fundos do Portugal 2020 sejam majorados em 20%.
A proposta do PS é mais generalista. Propõe que se adoptem medidas que restabeleçam a “confiança entre os consumidores e a alheira”, que se avaliem medidas para minorar o impacto do episódio de botulismo e que faça um “programa estratégico de promoção, divulgação e valorização das produções.
O PCP propõe a redução do IVA para 13% para todos os enchidos, apoios para campanha de comunicação e publicidade para recuperar confiança dos consumidores, uma linha de crédito específica para produtores de alheiras, a discriminação positiva de projectos de micro, pequenas e médias empresas no interior do país, e que as entidades que regulam as marcas de origem geográfica protegida tenham competências para agir de forma mais activa para evitar que uma marca possa minar a confiança de todo o sector.
O Bloco de Esquerda realçou as dimensões económica, turística e gastronómica para defender que o Governo deve tentar garantir os padrões de qualidade na produção, esclarecer o mercado sobre a total garantia do produto e desenvolver a promoção das alheiras como “ex-libris” gastronómico da região.

Fonte: Público

 

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