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19-08-2014
Economia

Défice comercial agravou-se nos primeiros cinco meses do ano

Défice comercial agravou-se nos primeiros cinco meses do ano
As exportações nacionais perderam força nos primeiros meses do ano e Portugal acabou por ver travada a recuperação do saldo da balança comercial que se vinha registando desde o início do programa de ajustamento.
Entre Janeiro e Maio - o mês em que a ‘troika' deixou o país - o défice comercial de Portugal atingiu os 4,1 mil milhões de euros, revelam os dados publicados ontem pelo Eurostat. São mais 700 milhões de euros do que  o registado em igual período do ano passado, uma deterioração que  se explica, quer com a queda das  exportações, quer com o aumento das importações.

Os primeiros meses do ano foram marcados pela paragem na refinaria de Sines, que teve um impacto significativo nas exportações da Galp e, por isso, nas vendas de Portugal  ao exterior. De tal forma que, mostra o gabinete estatístico de Bruxelas, as exportações portugueses  recuaram 1% entre Janeiro e Maio, face ao período homólogo.

Ao mesmo tempo, a melhoria na confiança dos empresários e dos consumidores levou as empresas  a aumentarem o investimento  e as famílias a consumirem mais,  provocando uma subida de 2% nas importações face ao ano passado. 

Contas feitas, o défice comercial atingiu os 4,1 mil milhões de euros, quando no ano passado, por esta altura, estava em 3,4 mil milhões.  O que significa que, nos primeiros cinco meses do ano, Portugal teve  o quarto maior défice do euro - atrás de França, Espanha e Grécia - e o quinto maior se o ‘ranking' for com os 28 países da União Europeia.

Os dados do Eurostat mostram já  o impacto que a crise geopolítica na Ucrânia está a ter na economia europeia: as exportações na zona euro recuaram 4% na zona euro e 5% na União Europeia. Mais: nos cinco  primeiros meses do ano, as exportações para a Rússia, com origem nos membros da moeda única, totalizaram os 32,1 mil milhões de euros, menos 14% do que no mesmo período de 2013. Já as importações do euro à Rússia cederam 7%, atingindo  os 59 mil milhões de euros.

Fonte: Económico

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