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27-02-2020
Sociedade

CORONAVÍRUS: Quando o medo se instala

CORONAVÍRUS: Quando o medo se instala

Face à epidemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) e que se constitui como uma Emergência de Saúde Pública de âmbito Internacional, a Direção-Geral de Saúde (DGS) aconselha as populações a adotar um conjunto de procedimentos e recomendações, de forma a evitar a propagação do vírus.

As pessoas regressadas da China ou de uma área afetada independentemente de qual seja o país devem estar atentas ao surgimento de febre, tosse e eventual dificuldade respiratória. Em caso de dúvida ou suspeita, contate a linha SNS 24 – 808 24 24 24, antes de se dirigir a uma unidade de saúde.

Lave frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos; Reforce a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos lhe pareçam sujas; Pode também usar em alternativa, para higiene das mãos, uma solução à base de álcool; Use lenços de papel (de utilização única) para se assoar; Deite os lenços usados num caixote do lixo e lave de seguida as mãos; Tussa ou espirre para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos; Evite tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.

A Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações às empresas por causa do coronavírus, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores. As medidas englobam a criação de zonas de isolamento e regras específicas de higiene.

Estas medidas enquadram-se na Emergência de Saúde Pública Internacional declarada pela OMS, na sequência da epidemia por um novo coronavírus.

Os Países aumentaram a sua vigilância para diagnosticar rapidamente possíveis novos casos de COVID-19. A Direção-geral da Saúde tem seguido, desde o primeiro momento o desenvolvimento do surto no contexto da identificação do novo vírus. Foi ativado o dispositivo de Saúde Pública do país, com monitorização e vigilância epidemiológica, gestão e comunicação de risco, habituais nestas situações.

 

Quando o medo se instala

 

Mais rapidamente do que os vírus espalham-se as dúvidas e a Organização Mundial de Saúde tem procurado desfazer algumas destas afirmações infundadas sobre o novo coronavírus.

 

Vale a pena usar máscara de proteção?

Em Portugal, o uso de máscaras respiratórias para proteção contra o Covid-19 não é, atualmente, necessário para o cidadão comum. Está a ser recomendado apenas para quem estiver em contacto direto com casos suspeitos do novo coronavírus. 

 

Passar álcool no corpo mata o novo coronavírus?

Não. Passar álcool e desinfetantes pelo corpo pode ser perigoso  e não mata os vírus que já entraram no organismo, garante a Organização Mundial de Saúde.

 

As pessoas vacinadas contra a pneumonia estão protegidas?

Não. As vacinas que há para prevenir a pneumonia (Pneumocócica e Haemophilus Influenza B) não protegem contra o novo coronavírus.

 

Comer alho protege contra o novo coronavírus?

O alho é um alimento saudável que pode conter algumas propriedades antimicrobianas. No entanto, no atual surto de Covid-19 não há evidência de que comer alho proteja contra o vírus.

 

Os animais domésticos podem apanhar e disseminar o vírus?

Até ao momento, não há evidência de que os animais de estimação, como os cães e os gatos, possam ser infetados com coronavírus, refere a Organização Mundial de Saúde. 


É seguro receber encomendas da China?

Sim, é seguro. As pessoas que recebem embalagens da China não estão em risco de contrair o novo coronavírus. 

 

Os detetores de temperatura não são eficazes?

Os detetores de temperatura corporal são eficazes em pessoas que têm febre por causa do novo coronavírus. No entanto, não conseguem detetar as pessoas que estão infetadas mas ainda não têm febre.

 

 

Paulo Silva Reis

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