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05-02-2016
Politica

Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega «rejeita aumento das tarifas da água em vigor»

Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega «rejeita aumento das tarifas da água em vigor»

Os municípios que integram a CIM-AT reagiram, em comunicado, à intenção do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, de reverter o processo de fusão de sistemas multimunicipais de abastecimento e de saneamento de águas. 

A questão da fusão dos sistemas multimunicipais de abastecimento e de saneamento de águas voltou novamente à discussão. 
O novo ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes afirmou, em dezembro de 2015, que o Governo vai rever e repensar as agregações das empresas de abastecimento de água em alta, nomeadamente "nos casos em que as autarquias foram contra".

A fusão veio beneficiar os territórios de baixa densidade, o caso da região do Alto Tâmega, com a harmonização das tarifas a pagar pelos cidadãos.  

Matos Fernandes defendeu que "cabe às autarquias tomar as suas decisões do modelo de gestão", que pode ser "direta, delegada, concessionária".

Nesse sentido, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, na palavra do seu presidente Amílcar Almeida, veio deixar bem clara a sua posição quanto à revisão da fusão dos sistemas multimunicipais de abastecimento e de saneamento de águas e sublinhou que "rejeitam liminarmente qualquer aumento das tarifas em vigor". 

Os seis municípios que integram a CIM do Alto Tâmega, que foram favoráveis à fusão, mostraram-se ainda preocupados com a "falta de solidariedade dos Municípios e Entidades das áreas do País que sempre foram beneficiadas. O Porto e respetiva área metropolitana reforçam as possibilidades de recurso a Fundos Estruturais da Europa porque existe o Interior". 

O plano do governo de coligação de Passos Coelho para a reestruturação do setor da água agregou os 19 sistemas multimunicipais de abastecimento de água (em alta) que integram o grupo da Águas de Portugal (AdP) em apenas cinco.

Enquanto presidente da Águas do Porto, Matos Fernandes criticou fortemente esta fusão, tendo afirmado mesmo não encontrar "nenhum benefício" para os cidadãos do Porto, implicando um aumento de 40% na fatura dos munícipes.

As câmaras do Porto, de Matosinhos e de Gaia chegaram mesmo a anunciar a criação de uma nova empresa para o abastecimento de água em alta a um preço inferior ao praticado pela Águas do Norte.

Redação

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