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12-01-2015
Politica

BE lança petição para desvincular Portugal do Tratado Orçamental

BE lança petição para desvincular Portugal do Tratado Orçamental
O Bloco de Esquerda vai lançar uma campanha nacional contra a austeridade, que se concretizará com a entrega, no Parlamento, de uma petição para desvincular Portugal do Tratado Orçamental.
Este conjunto de acções políticas foi transmitido, no domingo, no final da reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, em conferência de imprensa, em Lisboa, pela porta-voz desta força política, Catarina Martins, que também acusou o Presidente da República, Cavaco Silva, de tentar "condicionar o voto dos portugueses" nas próximas eleições legislativas.
Catarina Martins disse que a petição a favor da desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental da União Europeia estará aberta à subscrição e participação de cidadãos de outras forças políticas, como o PCP, a sindicalistas, assim como a outras entidades formais ou informais com intervenção cívica, mas fechou a porta ao PS, alegando que os socialistas liderados por António Costa têm dado claros sinais de "indisponibilidade" para entrarem nessa luta.
"Até ao final de Março, o Bloco de Esquerda vai estar na rua com iniciativas diversificadas e imaginação, como sempre fez. Nestes três meses teremos acções em todo o país, estando previstos dois grandes comícios em Lisboa e no Porto", assegurou a porta-voz do Bloco.
Além da petição para desvincular Portugal do Tratado Orçamental, Catarina Martins adiantou que a campanha nacional contra a austeridade se irá materializar na apresentação de propostas alternativas concretas, casos das exigências para o acesso à água e à luz por parte dos cidadãos, a recuperação de salários, a defesa dos serviços públicos e do emprego e o acesso à reforma.
"Essas propostas contra a austeridade serão apresentadas em todo o país, numa campanha nacional que procurará chamar pessoas de outras forças, de vários movimentos, para debaterem connosco em cada local ou em cada sector. Faremos a distribuição daquilo que consideramos a pedagogia para a construção da alternativa. Ou seja, assumiremos um compromisso claro sobre cada um dos temas - propostas que serão distribuídas num jornal de alcance nacional com 200 mil exemplares", referiu.
Em relação ao ano que agora começa, Catarina Martins manifestou-se contra a última intervenção pública de Cavaco Silva sobre a necessidade de negociações entre as diferentes forças políticas do chamado arco da governação.
Perante os jornalistas, a responsável reiterou a condenação dos recentes atentados em Paris, mas também atacou a perspectiva de a União Europeia reforçar agora, como resposta, políticas "securitárias".

Fonte: Renascença 

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