03/06/2020
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19-12-2019
Sociedade

Autarquia de Montalegre quer atribuir subsídio para gado atacado por lobos

Autarquia de Montalegre quer atribuir subsídio para gado atacado por lobos

A Câmara Municipal de Montalegre informou que está a preparar um regulamento para compensar os agricultores do concelho pelos prejuízos causados pelo lobo. A medida “irá contribuir para compensar as pessoas que se esforçam por dar sustentabilidade ao território e assegurar o selo de Património Agrícola Mundial”.

Não se pense que a ideia é "atacar" a espécie. Pelo contrário, diz Orlando Alves, presidente do Município de Montalegre ao esclarecer que a figura diabólica deste animal tem de ser combatida. A medida “irá contribuir para compensar as pessoas que se esforçam por dar sustentabilidade ao território e assegurar o selo de Património Agrícola Mundial”.

O ano de 2020 irá trazer mais dinheiro para o bolso dos agricultores do concelho. Tudo porque a autarquia irá atribuir um subsídio a quem prove que os rebanhos foram atacados pelo lobo. Orlando Alves, exemplifica: “se um pastor tiver 300 ovelhas e se, por exemplo, a edilidade atribuir um subsídio a 7%, são 21 cabeças que são para o lobo”. Neste ponto, o autarca é taxativo: “se as comer, que tenha bom proveito. Se não as comer, bom proveito para o pastor”.

O documento que está a ser ultimado pela Câmara de Montalegre, sublinha Orlando Alves, “prevê o contrário do que faz o Instituto da Conservação da Natureza, ICNF”. O teor das palavras não dá aso a dúvidas, “ o ICNF precisa de trazer técnicos para exigir ao pastor que vá procurar aos montes as ossadas dos animais, isto é, é determinado um subsídio que nunca mais chega”.

O presidente da autarquia barrosã vai mais longe a ponto de lembrar que é este tipo de medidas que zelam um território que ostenta o título de património agrícola mundial, inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês e ser chão reserva da biosfera.

Fonte: CM Montalegre

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