06/08/2020
21:13:22
SinalTV - Canal MEO 500520
16-03-2020
Sociedade

ATUALIDADE: António Costa falou aos portugueses

ATUALIDADE: António Costa falou aos portugueses

Primeiro-ministro admite recorrer à requisição civil para equipamentos de entidades privadas e garante que "as medidas têm de ir sendo tomadas em função da necessidade de cada dia".

As medidas de combate à Covid-19, segundo o primeiro-ministro António Costa, esta noite, em entrevista à SIC, "têm de ir sendo tomadas em função da necessidade concreta que existe em cada dia, e neste momento nem toda a gente têm noção do que é Estado de Emergência”, começou por dizer o primeiro-ministro, reforçando que o pico do surto da Covid-19 deverá ocorrer no final de abril, mas sublinhou que poderá continuar a haver vários casos até finais de maio.

“O Estado de Emergência e o Estado de Sítio não são decretados em Portugal desde o 25 de novembro de 1975. É uma medida extraordinariamente grave, porque implica a suspensão de um leque de direitos, liberdades e garantias. Acho que as pessoas não têm bem a consciência do que significa o Estado de Emergência”, disse o primeiro-ministro.

O chefe do Governo traçou um cenário de apreensão quanto ao impacto económico e disse que “temos de dar toda a prioridade a salvar as vidas que estão em risco, mas manter as nossas vidas é absolutamente essencial. Se tudo pára, há uma situação de colapso e isso é o que temos de evitar a todo o custo”.

Para dar alguma tranquilidade aos empresários, que neste momento “perdem horas de sono” a repensar a viabilidade das suas empresas sem prejuízos dos seus empregados e negócios, o primeiro-ministro anunciou um conjunto de medidas de apoio às empresas, como o reforço de linhas de crédito e admite que “provavelmente já não vai haver excedente orçamental”, considerando que a “gestão orçamental responsável do Executivo permite olhar para esta situação sem estarmos angustiados sobre qual vai ser o saldo no final deste ano”.

Concluindo a entrevista a dizer que “Portugal dispõe de dois milhões de máscaras em reserva e de 1142 ventiladores para adultos, embora alguns estejam, neste momento, a ser usados por pacientes com outras doenças como a pneumonia”.

 

Paulo Silva Reis

Outras notícias