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23-07-2014
Sociedade

As mulheres ainda preferem o parto natural e não a cesariana

As mulheres ainda preferem o parto natural e não a cesariana
Apesar da taxa de cesarianas em Portugal ultrapassar largamente os valores recomendados pela OMS tornando-o o 5o país da OCDE com taxa mais elevada, as mulheres ainda continuam a preferir o parto natural – segundo um estudo realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no âmbito do curso de mestrado em enfermagem de saúde materna e obstetrícia.
O estudo foi realizado pela jovem investigadora Filipa Sofia Duarte Rodrigues Moreira, sob a orientação dos professores Carlos Torres e João Castro, da Escola Superior de Enfermagem da UTAD, a partir de uma população de grávidas na área de influência de um dos centros hospitalares da região norte, visando compreender qual a preferência das mulheres pela via de parto e quais os fatores que influenciam essa preferência.

Uma das principais conclusões indica que a maioria das mulheres prefere o parto vaginal (parto natural) em detrimento do parto por cesariana, e, quando averiguados os fatores ou as principais preocupações da futura mãe, elas centram-se, principalmente, no parto e no bebé, salientando-se a preocupação com os menores riscos e a valorização do estabelecimento do contacto precoce com o filho.

Por outro lado, no sentido de aprofundar a preferência pela via do parto, verificou-se que a idade da mulher, ou seja a maternidade mais tardia, e as experiências de partos anteriores contribuíram para um aumento da preferência por cesariana. 

O presente estudo contribui, ainda, para a construção e validação de um instrumento de pesquisa, que permitirá uma melhor compreensão deste fenómeno e o desenvolvimento de estudos comparativos, por exemplo entre os diferentes subsistemas de saúde e até diferentes culturas.

Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem UTAD

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