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11-10-2017
Politica

António Ribeiro anuncia saída da concelhia flaviense do CDS-PP

António Ribeiro anuncia saída da concelhia flaviense do CDS-PP

Leia o comunicado enviado por António Ribeiro sobre o seu afastamento da concelhia flaviense do CDS-PP.

O Fecho de um Ciclo 

Em 2011, aceitar o desafio de liderar o CDS em Chaves foi uma decisão pessoal.
Na época, sustentei essa decisão na minha simpatia pelo partido e num traço de personalidade que me caracteriza – o de fazer sempre o melhor possível aquilo a que me proponho.
Não foi uma decisão fácil, nem imponderada. Foi tomada com a consciência de que a política é, acima de tudo, um dever cívico daqueles que, num dado momento das suas vidas, entendem estar em posição de poder contribuir para o bem comum.
Foi nesse registo que comecei.
Encontrei um partido em ruina, desacreditado e com a sua substância humana absolutamente alheada e espalhada num imbróglio aleatório de gente que foi preciso descobrir e envolver de novo numa nova dinâmica de trabalho político. Nesta fase, contei com alguns nomes a quem devo agradecer já que entendo como uma obrigação moral homenagear aqueles que, antes de mim e comigo, mantiveram acesa a chama deste partido. Refiro-me ao Solicitador Manuel Madureira, condecorado pelo Dr. Paulo Portas aquando das comemorações dos 40 anos do CDS, ao Sr. Aguinaldo Martins, indicado pela Concelhia para o Senado do Partido, ao João Barrigas ou ao José Miguel Lavrador, todos eles sempre ao meu lado no leme e cujas diretrizes muito valeram para que conseguíssemos chegar aqui. 
Todos os militantes conhecidos foram chamados, um a um, para se juntarem a nós. Trabalho minucioso, feito na retaguarda, que permitiu vislumbrar o embrião daquilo que hoje temos.
No primeiro mandato como presidente concelhio, ainda com uma equipa pequena e oscilante, dei passos importantes e dos quais me orgulho:
- Temos sede; uma sede confortável, com todos os recursos fundamentais e que tem muito daqueles que a ela se dedicaram, pintando, limpando, restaurando, mobilando e enchendo, aos poucos da história que, desafortunadamente, era totalmente desprovida de registo até ali.
- Temos espólio documental; registos em ata, recortes, correspondência, fotografias, vídeos, listagens e tudo aquilo que nos permite reconstruir o caminho percorrido sem margem para questionamentos.
- Temos gente; militantes recuperados, novos militantes, a Juventude Popular que continua a ser uma das maiores do país e fez incidir sobre Chaves a atenção e o espanto de toda a elite do partido que, no Caldas, não tinha mãos a medir para tantos novos militantes (e que é um desafio para os que continuam);
- Temos gente; disponível para dar a cara e para trabalhar local e nacionalmente, de forma estruturada e digna, dando de Chaves a imagem que deve ser dada;
- Temos credibilidade; somos ouvidos e considerados e temos o respeito dos nossos adversários políticos que se habituaram a um CDS atento e interventivo, sempre pela positiva.
É também uma decisão pessoal que me leva, agora, mais de 6 anos depois, a sair.
Não saio por ter deixado de acreditar no projeto e muito menos por não ver nas pessoas que integram a equipa, a capacidade de continuar o trabalho até aqui levado a cabo.
Saio porque quero sair, porque redimensionei prioridades e porque não faz sentido para mim, neste momento da minha vida, continuar.
E saio feliz, orgulhoso e pleno de gratidão por todos aqueles que chamei a esta luta, a aceitaram e permanecem.
Estou absolutamente seguro que, com gente desta, capaz de dar de si e de agregar à sua volta os melhores, o CDS saberá crescer sobre estes alicerces que, muito humildemente, renasceram sob a minha liderança.
Sobre o meu afastamento durante a campanha, partilho aquilo que foram as decisões tomadas e o seu fundamento.
Largos meses antes de iniciar o processo autárquico, dei conta aos que me eram mais próximos dentro da estrutura, da minha intenção de me desvincular da vida ativa do partido. A pedido dos mesmos e por entender os argumentos por eles apresentados, aceitei a manter-me como presidente da Concelhia até ao fim do processo eleitoral, remetendo a minha participação para o mínimo possível, mediante o compromisso destes de conduzir e levar a bom termo todo o processo autárquico que já se avizinhava, garantindo assim que o partido não ficaria, como nunca ficou, em dificuldades e muito menos em sérias dificuldades. Entendi como válido dar a cara em momentos pontuais, de modo a dar à Teresa Campos o caminho e a visibilidade que lhe eram devidos e necessários. Assim fiz enquanto entendi que a minha presença era útil e bem acolhida, deixando de o fazer quando achei que era hora.
Não sinto que, em momento algum, tenha faltado ao compromisso que assumi e mantive-me sempre disponível para contribuir com a minha experiência que, apesar de pouca, considerei poder ser uma mais-valia importante. Cada um fez uso dessa disponibilidade como entendeu sendo sempre bem-recebido, fosse qual fosse a abordagem.
Congratulo-me com os resultados obtidos no que concerne ao aumento de mandatos às freguesias e a manutenção dos da Assembleia Municipal e muito especialmente à vitória em S. Vicente que é notável.
Antes de terminar, a palavra mais especial vai para a Lena, a outra metade de tudo o que faz sentido. Se no início se reservou, mesmo nunca deixando de me apoiar, rapidamente se tornou o meu braço direito e o alicerce da minha vida, também na política; obrigado pela paciência, pelas horas de dedicação, em organização de eventos do partido, em telefonemas, em artigos e notícias para a imprensa, em atas de reunião, por ter apresentado a Congresso e a Conselho Nacional do CDS-PP uma moção brilhante (a mais bem votada, aliás) e pela alegria e amor permanentes. Sem ela nunca teria sido e nunca será possível.
Quanto a mim, termino aqui a minha passagem pela política desejando à equipa do CDS-PP e ao recém-eleito presidente da Câmara, Dr. Nuno Vaz, votos de um excelente trabalho em prol das maravilhosas gentes de Chaves.
Obrigado.

António Ribeiro

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