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25-11-2014
Politica

«Anormal aparato» na detenção de Sócrates «não pode passar em vão»

«Anormal aparato» na detenção de Sócrates «não pode passar em vão»

O ex-Presidente da República Mário Soares criticou o "anormal aparato fortemente lesivo do segredo de Justiça" na detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, considerando que o que aconteceu "não pode passar em vão".

Num artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias, Mário Soares refere que, no "sábado, o país foi confrontado com um acontecimento que deixou todos os democratas preocupados", referindo-se ao "aparato mediático" ocorrido na sexta-feira à noite quando José Sócrates foi detido no aeroporto de Lisboa, após regressar de Paris, França.

"O que foi feito a um ex-primeiro-ministro, com um anormal aparato, fortemente lesivo do segredo de Justiça, não pode passar em vão. Independentemente do que está em causa e da separação de poderes entre a política e a justiça", escreve.

De acordo com o ex-governante, também "não pode passar em vão o espectáculo mediático que a comunicação social tem feito, violando também ela o segredo de Justiça ao revelar factos que era suposto serem conhecidos quando um juiz se pronunciasse, o que não aconteceu".

Mário Soares sublinha que ainda não é conhecido "se foi a Procuradora-Geral da República quem comandou a polícia" na investigação, num artigo escrito aparentemente antes de ser conhecida a aplicação da medida de coacção de prisão preventiva a José Sócrates.

No artigo de opinião, Mário Soares destaca ainda o XX Congresso Nacional do Partido Socialista, que decorrerá no próximo fim-de-semana.

"O congresso ocorre num período muito grave para a vida dos portugueses, por acção de um Governo que, insensível ao interesse nacional, o conduziu para o abismo, vendendo-se aos mercados", sublinha.

Mário Soares afirma ainda estar convicto de que "vai iniciar-se um novo ciclo com as eleições de António Costa para secretário-geral do partido.

Fonte: Económico

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