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24-04-2014
Sociedade

Alunos da UTAD contra aumento das propinas

Alunos da UTAD contra aumento das propinas
A Associação Académica da Universidade de Vila Real manifestou-se contra o aumento da propina em 20 euros para os 1.019, que considera "desfasado" porque ocorre numa altura em que o rendimento das famílias diminui.
O aumento da propina dos atuais 999 euros para os 1.019, referente ao primeiro ciclo, foi aprovado na última reunião do conselho geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que decorreu a 11 de abril.
A Associação Académica reagiu publicamente agora, em comunicado, referindo que "não compreende este aumento do valor da propina numa altura em que o rendimento das famílias diminui e, em sentido inverso, o custo de vida aumenta".
Os estudantes consideram que "o valor da propina e" demasiado inflacionado face aos rendimentos mÉdios de uma famÍlia portuguesa, o que conduz não só ao abandono do Ensino Superior, como, inclusivamente, ao não ingresso no mesmo".
Por isso mesmo, a AAUTAD teme que "este aumento da propina tenha consequências nefastas para a academia" pelo que refere que não pode concordar com o mesmo.
Os alunos classificam como "desfasado o aumento de 20 euros na propina a pagar" e entendem que este acréscimo "não se espelha num melhoramento da qualidade dos serviços, sejam eles académicos ou pedagógicos".
Além do mais, consideram ainda que este agravamento assenta num pressuposto "pouco lógico".
O reitor da UTAD, António Fontaínhas Fernandes, já disse que o "montante resultante do aumento deverá ser destinado a apoiar um fundo de apoio aos estudantes com maiores dificuldades".
Segundo o reitor, o objetivo do reforço do Fundo de Apoio Social (FAS) é "evitar a saída de estudantes por carências económicas".
Para estudar as razões que estão a levar ao abandono do ensino superior, a reitoria quer ainda criar um Observatório, com a colaboração da Escola de Ciências Humanas e Sociais.
"E, se confirmar que são motivos financeiros, fará todo o sentido continuarmos a captar fundos privados", sustentou Fontaínhas Fernandes.
O FAS visa apoiar financeiramente "estudantes em comprovado estado de necessidade económica" e é constituído por duas modalidades: o subsídio de emergência e a bolsa de colaboração.
A AAUTAD quer que seja "tornado público o real destino das verbas referentes ao FAS, nomeadamente o seu funcionamento, o número e a forma como os estudantes vão ser auxiliados através deste mecanismo".

Fonte: DN

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