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01-08-2014
Sociedade

Agressões entre bombeiros em Chaves

Agressões entre bombeiros em Chaves
Trinta e quatro voluntários flavienses apresentaram a demissão em ruptura com a presidente da direcção, a quem acusam de perseguição.
Terminou esta quinta-feira em confrontos, com várias agressões verbais e algumas físicas, a saída do quartel de 34 bombeiros do quadro activo dos Voluntários Flavienses.

Os bombeiros, solidários com o comando já demissionário, saem em ruptura com a direcção, por alegadas perseguições por parte da presidente, a quem exigiram a demissão. 

Não se verificando a demissão da presidente, demitiram-se os bombeiros voluntários e, a partir desta sexta-feira, deixam de estar disponíveis. 

“Os bombeiros são cumpridores daquilo a que se comprometem. Comprometeram-se sair à meia-noite e às 00h vamos embora”, refere o chefe António Duarte.

“Nós decidimos sair e ela quer ficar. Que fique ai com os que tem”, remata Paulo Jorge.

"Socorro às populações e bens vai ficar em causa"
Na hora de abandonarem o quartel, os bombeiros manifestaram revolta e preocupação com a segurança das populações. 

“O socorro às populações e bens vai ficar em causa porque o quartel vai ficar vazio, logo numa altura crítica”, frisou o chefe António Duarte. 

“É lamentável ninguém fazer nada por esta situação”, lamenta, por sua vez, Tatiana Morais. “No activo somos 52 e vamos sair 34, 35. Só espero que os restantes, os meus colegas, façam um óptimo trabalho e que tenham sorte”, conclui. 

Questionada sobre a possibilidade de regressar aos bombeiros, Tatiana refere que será “a primeira a entrar, quando esta direcção se demitir”. 

Para Manuel Duro, bombeiro há 28 anos, este é “um momento doloroso”. Refere ter deixado a “casa” e de “orientar e organizar as coisas” relativas à vida profissional, para “organizar a casa que é de todos, da população, da cidade”. “É uma vergonha isto que se está a passar”, conclui. 

Mas nem todos os voluntários estão do mesmo lado, o que originou confrontos entre alguns dos bombeiros que saem e outros que apoiam a presidente, que não esteve disponível para prestar declarações. 

Foi necessária a intervenção da PSP para acalmar os ânimos.

Fonte: Rádio Renascença

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