28/09/2020
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27-04-2020
Economia

ACISAT reage aos números apresentados pela CCDR-N

ACISAT reage aos números apresentados pela CCDR-N

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) disse que já entregou 95% do montante devido de fundos comunitários à Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT).

Depois da ACISAT, através do seu presidente Vítor Pimentel, ter denunciado ter a receber verbas da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que podiam ser usadas em medidas de apoio às empresas locais face à pandemia de covid-19. A CCDR-N admitiu à agência Lusa o atraso, mas faz questão de dizer que “a ACISAT já recebeu pelos seus projetos um montante de apoio europeu do Norte 2020 correspondente a mais de 454 mil euros, ou seja, 95% do total que lhe é devido. Os 5% remanescentes, ou seja, cerca de 22,5 mil euros, correspondem a uma retenção regulamentar, a qual só é libertada perante a aprovação dos relatórios finais dos respetivos projetos. É este, portanto, o montante em atraso (e não uns alegados 150 mil euros), explicável pela carga administrativa e informática que tem condicionado o fecho dos relatórios”.

A reação do presidente da ACISAT, Vítor Pimentel, não se fez esperar e começou mesmo por dizer à Sinal TV que, “os tais ‘escassos’ 22,5 mil euros que os senhores referem com uma ‘incompetente sobranceria’, fazem muita falta para que os ‘competentes desprovidos’ desta associação continuem a apoiar uma região ímpar do nosso Portugal. Talvez a carga administrativa seja menor se não tentarem justificar o injustificável”.

O presidente da ACISAT referiu que: “Ao dizerem apenas devem 5% que correspondem a 22,5 mil euros, e que já pagaram 454 mil euros, é trapalhona, pouco verdadeira e condenável, porque aos 22,5 mil euros referentes aos SAAC que terminaram em 2017, esqueceu-se a CCDR-N de somar os 60 mil euros à espera de validação, nessa nobre instituição, de projetos INTERREG – Competic, para que possa ser dado andamento ao processo e para que os parceiros portugueses, possam finalmente, tal como já aconteceu com os parceiros espanhóis, receber os seus reembolsos. Portanto, ao contrário do que a CCDR-N afirma, não são 22,5 mil euros que estão presos na comissão, mas sim 82,5 mil euros ou seja 55% do valor dos reembolsos em atraso (150 mil euros). A maioria, portanto”, conclui Vítor Pimentel.

 

Paulo Silva Reis com Carlos Daniel Morais

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